[Bonitinha, mas ordinária]



Nome: Karen Barbarini
Idade: 21 anos
Definição:Estudante de Jornalismo que busca incessantemente um sonho para substituir o de passar no vestibular. Lema: "Escrevo por ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens." (Clarice Lispector, em A Hora da estrela)

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[Terça-feira, Abril 28, 2009]

Aquela amiga....



Todo mundo tem uma amiga que se destaca em alguma coisa. Tem a estilosa, a carinhosa, a fofa, a namoradeira. Já eu, tenho uma amiga que funde todas as coisas boas do mundo numa pessoa só.
Ser amiga dela é muito bom por um lado, por que todos querem ser amigos da menina perfeita. Ela é linda, popular, ótima na faculdade. Estar do seu lado direito é considerado um privilégio para poucas. Mas sinceramente, não é só felicidade ser amiga dela. Muito pelo contrário, me sinto como uma vela do lado de uma lâmpada incandescente: não ilumino nada, fico lá só de enfeite.
Não que eu seja invejosa, mas todo mundo gosta de ser elogiada de vez em quando. Como o mundo vai notar as coisas legais que eu faço se tudo que ela faz sempre é melhor? E olha, vou te contar, ela nem é tão perfeita assim. As pessoas que acostumaram a olhar ela como se ela fosse a estrela cadente de Hollywood, mas eu vejo além do exterior: sei que por trás de toda essa vida de glamour, existe uma menina assustada, com medo e sérios problemas, que ocupa a mente pra não pensar na superficialidade da sua vida.
Apesar de eu ser o Darth Vader perto da Barbie verão (parafraseando Blair Waldorf), eu já aprendi a conviver com isso. Estarei sempre na sombra dessa minha amiga, mas jamais a abandonarei. Por que acima de tudo, ela é minha AMIGA. E eu amo ela exatamente do jeitinho que ela é.

Pauta para o Tudo de Blog: E quando ela é perfeita?

Inspirada na minha amiga Julia, que nunca entra aqui, então posso revelar sua identidade....Amigue, deixa um pouquinho de mel pro resto do mundo, flor!


Por Kapri às [5:49 PM]

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[Segunda-feira, Abril 27, 2009]



Poucos de vocês devem saber, e dos que sabem menos ainda devem acreditar, mas o meu corpo, quando está estressado, se manifesta de uma maneira bem peculiar: eu tenho pesadelos. Não um pesadelo por semana, isso é normal. Tenho uns 5 pesadelos por noite, daqueles assustadores que você fica com medo de abrir os olhos quando acorda e descobrir que não era um pesadelo.
Quando isso acontece, além de tentar relaxar (difícil né?), o médico me pede pra eu não assistir nenhum tipo de filme de terror ou mesmo telejornal à noite, por que eles tendem a me impressionar e eu ter pesadelos com isso.
Como eu não obedeço ordens médicas (e me ferro depois), ontem eu assisti “O menino do pijama listrado” antes de dormir. Não é de terror (depende do ponto de vista, aposto que os judeus devem ter uma opinião diferente quanto a isso), mas mesmo assim, não consegui dormir depois de assistir, de tanto que o filme impressionou.
O filme se passa na Alemanha, na época sombria em que Hitler governava o país. Bruno, o personagem principal, tem oito anos e é filho de um “soldado” de Hitler. O pai de Bruno é promovido e eles se mudam para o interior, para que o pai dele cuide de um campo de concentração.
Resumindo a história, Bruno, que não entende nada do que está acontecendo ali, fica amigo de uma criança judia do campo de concentração. E essa amizade vai mudar a vida dele.
Apesar da melhor parte do filme ser o final, não vou contar por que né? Ninguém merece. Mas vou dizer pra vocês que o filme é daqueles que toca o coração desde o primeiro segundo, a gente fica com os olhos grudados na tela torcendo pro futuro dos personagens melhorar, mesmo sabendo como termina essa história toda. Uma daquelas histórias que começam tristes, ficam mais tristes ainda e fazem a gente pensar como existiram pessoas que sofreram durante essa guerra que Hitler criou. Não somente os judeus, mas é válido lembrar deveriam existir arianos que não concordavam com o holocausto, mas que tinham de se calar, devido à grande repressão do Reich.
Enfim, eu recomendo. E não ligo de ter perdido o sono, ou da possibilidade de ter pesadelos. Valeu a pena.
Assistam “O menino do pijama listrado”!

Por Kapri às [2:39 PM]

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[Sexta-feira, Abril 24, 2009]

O dilema da tesoura

Toda mulher que seja suficientemente independente pra decidir o que o cabeleireiro deve fazer em sua cabeça já passou por esse dilema. Cabelo: cortar ou não cortar.
Parece fútil, mas é uma decisão difícil, que deve ser tomada com cuidado.
Sabe aquelas frases que dizem que o que você usa mostra quem você é? De alguma forma, é possível afirmar que o nosso cabelo é “usável”, e demonstra grande parte da nossa personalidade.
Cabelos longos e lisos são o desejo de grande parte das mulheres. Este tipo de cabelo, mais tradicional, é um dos mais femininos. Mas o mais desejado pelas mulheres é o comprido, levemente ondulado e com suaves mechas loiras, à lá Bündchen.
As mais práticas optam pelo cabelo curto. Entende-se: Cabelo curto passa a idéia de profissionalismo. Especialmente chanel, ou levemente repicado.
Dá pra saber se uma pessoa é revolucionária/rebelde ou mesmo fashionista pelo cabelo que ela usa. Vide emos, toda uma tribo que é facilmente caracterizada pelo famoso corte de cabelo com a franja que tampa a visão do olho.
Depois de toda a explicação sobre a importância do corte de cabelo para a pessoa, explicarei.
Eu sou uma abençoada por Deus no momento da criação. Meu cabelo, castanho-escuro-quase-preto, liso escorrido, fino e quantidade de cabelos que varia de médio pra pouco, uso ele comprido desde a 5a. Série, mais ou menos. Só que como sou uma sagitariana que não se contenta com as coisas, estou pensando em cortá-lo. Uma mudançazinha simples, nada drástica: de um longo repicado pra um chanel médio com franja. Isso significa, para os leigos no assunto, passar a tesoura em 20 cm mais ou menos do cabelo.
Não consigo decidir se corto ou não corto, no melhor estilo Hamlet de ser. Se eu cortar, vou ficar com cara de jornalista, fashionista, chique, digna e muito mais. Mas eu tenho a cara REDONDA, trakinas, vai que fica horroroso? Tenho medo de ser tipo o Sansão, todo meu poder (de sedução, ui!) está no cabelo. Aí vai tudo tesoura abaixo e danou-se: Perdi o corte sexy, demorarei um ano e cacetada para recuperá-lo, perco minha auto-estima, amigos, tudo.
Dramalhão mexicano à parte, gostaria de saber de vocês, caros leitores, preferencialmente as leitoras. O que vocês acham? Passo a tesoura, me revoluciono, mudo de vida ou desencano pro meu próprio bem?

Para ajudar na decisão....



Gisele Bündchen: Beleza e sensualidade em ondas loiras



Katie Holmes: Poder e luxo em pequenas medeixas castanhas

Ps: dicas de sites pra testar cabelos são bem vindas...

Por Kapri às [5:05 PM]

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[Segunda-feira, Abril 20, 2009]

Suddenly I see...This is what I am going to be

Meu Deus, 30 anos! Cheguei na idade que toda mulher tem pavor! Não consigo abandonar os 20...Quero eles de volta!
Mas não tenho do que reclamar, nunca pensei que aos 30 anos eu estaria tão feliz e realizada. Minha família é linda, minha filha está cada dia mais espertinha e não para de pedir um irmão. Eu e meu marido estamos terminando de construir a nossa casa, e essa é uma realização de um sonho de muitos anos.
Fora isso, todo mundo sabe que eu sou feliz trabalhando na editora. Meu sonho desde que entrei na faculdade é trabalhar com revistas femininas, e esse emprego veio a calhar. Sei que vai ser difícil crescer na empresa com tantos nomes fortes me gerenciando, mas sei também que dou o meu melhor – e os grandes editores reconhecem isso.
Minha mãe agora mora com a gente, passa o dia brincando com os netos. Ver ela tão velhinha e frágil me deixa triste, e de certo modo me dá medo de envelhecer. Mas esse é o destino de todos nós. Hoje, aos 30 anos, primeiros cabelos brancos e rugas aparecendo, declaro que quero envelhecer com classe, como minha mãe fez: saber ver a beleza em cada sinal que a idade deixa na gente.
Apesar do medo de mudar de dígito na idade, eu me sinto feliz, por que sei que vivi intensamente cada um dos trinta anos da minha breve estadia na Terra.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Você com 30 anos"

Por Kapri às [12:29 PM]

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[Quarta-feira, Abril 15, 2009]

E eu....Gostava tanto de vocês!
Muita gente quer voltar ao passado pra fazer coisas que não fez ou mudar algo que tenha feito. Eu voltaria pra fazer um misto desses dois. Analisando minha vida de universitária quase adulta, percebi como nós deixamos de passar tempo com as nossas famílias. Se eu pudesse voltar no tempo, aproveitaria pra ficar mais com meus irmãos e com meus pais enquanto a vida não me batia na porta insistindo pra que eu fosse viver.
O pior, no meu caso, é que eu nem posso fazer isso agora. Eu vim morar numa cidade que não é a que a minha família mora, e isso faz com que somente 2 dias da minha semana possam ser voltados aos meus entes queridos. Pior ainda, nunca recuperarei o tempo com meu pai: ele se foi a nove longos anos, e eu sinto falta dele todos os dias.
Eu queria voltar e passar tempo com a minha família por que tem coisas que depois de adulto, a gente não faz mais. Quero lamber a tigela do bolo que minha mãe fez, ver jornal e futebol na TV com meu pai, brincar de esconde esconde com meus irmãos, acabar tudo em briga e a gente se amar de novo em 5 minutos. Por que família é isso: é saudade, é carinho, é compreensão, é vontade de ter sempre mais do que passou – sem nunca conseguir.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "O que você faria se pudesse voltar ao passado?"

Por Kapri às [7:35 PM]

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[Domingo, Abril 05, 2009]

bê-a-bá

Parece que a educação no Brasil ruma para a anarquia. Cada dia que passa eu me convenço disso. Talvez por que no passado, a grande rigidez com que os estudos eram levados, com direito a palmatória e castigos no milho, os professores tem cada vez menos opções e formas de punir os alunos por mal de comportamento.
Os resultados nas salas de aula são visíveis. Professores humilhados, ameaçados, agredidos. E o pior, de mãos atadas. O que eles podem fazer se as crianças chegam à escola sem a educação básica, os princípios de respeito, que devem ser adquiridos em casa? A educação das crianças é responsabilidade da família e da escola. Se um dos lados falha, a base educacional da criança cai, e é por isso que casos como o da aluna de Porto Alegre que agrediu a professora acontecem, por que a criança não tem noção do certo e do errado.
Isso não deve ser desculpa para que os professores maltratem alunos e os alunos também não possam se defender. É necessário encontrar um ponto de equilíbrio em que ambos possam conviver em harmonia. É necessário que a aula de bê-a-bá evolua, e se transforme numa aula sobre respeito.

Pauta para o TDB - Capricho: Mais respeito aos professores?

Por Kapri às [3:25 PM]

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[Quinta-feira, Abril 02, 2009]

Serei mais criticada que Judas, mas enfim.

Mulher Maravilha



Hoje eu escolho a Priscila do BBB9 como minha heroína. Sei que é meio Pedro Bial essa idéia de escolher participante do Big Brother como herói, mas não consegui pensar em ninguém melhor para o cargo de heroína, e justifico. Todo herói tem uma história de vida trágica. Lembram do Superman, que caiu de uma nave de outro planeta? Então. A Priscila perdeu a mãe jovem. Superman decidiu salvar Metrópolis, Priscila quer criar os irmãos. Para atingir suas metas, ambos foram expostos demais na mídia.
Eu gosto da Priscila por que acho que ela não tem vergonha de ser e agir, e essa é uma característica muito rara nas pessoas hoje em dia. Não estou dizendo que ela é linda-perfeita-uó, só acho que ela tem caráter e personalidade. Além disso, aguentar o monte de gente chata que tem no Big Brother, sinceramente: só sendo herói. Tem a super mimada,o que se acha “O” jogador, “A” menininha ingênua. Sei que pra gente que vê nem é tão difícil assim, mas eu que sou uma pessoa sem paciência imagino que insuportável deve ser.
Para ser herói no século XXI a pessoa não precisa usar uniforme de lycra, capa e máscara. O herói dos nossos tempos tira a mascara e mostra quem é e a que veio, e não tem medo de que o povo não o idolatre.

Esses são meus motivos pra ter a Priscila do Big Brother como minha heroína. E você, qual o seu herói?

Por Kapri às [3:27 PM]

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