[Bonitinha, mas ordinária]



Nome: Karen Barbarini
Idade: 21 anos
Definição:Estudante de Jornalismo que busca incessantemente um sonho para substituir o de passar no vestibular. Lema: "Escrevo por ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens." (Clarice Lispector, em A Hora da estrela)

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[Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009]

Girl Power!

Se eu fosse homem por um dia, eu ia ficar louca e me trancaria no quarto até o dito dia acabar. Nada contra os rapazes, eu até ficaria tentada a aproveitar alguns dos benefícios de ser homem como fazer xixi em pé e andar na rua sem camisa, mas meu orgulho de ser mulher me impediria de tirar proveito da situação.
Não ligo de ter que abaixar pra fazer xixi ou ficar de blusa quando está calor. Nem de ter tpm, estria, celulite. Acho que ser mulher é um dom único, pois nós fomos as escolhidas pra dar continuidade à nossa espécie. Os homens devem nos invejar em alguns aspectos também. E no caso deles, é pior ainda: se fazem qualquer coisa que uma mulher faz, são logo taxados de gays. Homem não acompanha moda, não lê revista de fofoca, não passa o dia no cabeleireiro, não lê capricho. Por que eu desejaria ser homem se tudo que eu gosto de fazer é coisa de mulherzinha? Além do mais, fora as diferenças morais e físicas, eu sei que posso fazer tudo que um homem faz tão bem quanto ele faria, senão melhor. Por que eu sou mulher, batalhadora, e quando quero alguma coisa, ninguém que coça o saco pode tirar o que eu quero de mim!


Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Se eu fosse homem por um dia, eu..."



Por Kapri às [1:40 AM]

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[Sábado, Fevereiro 21, 2009]

Oi Pessoas, como vão?
Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui, tava com saudade!
Esses últimos dias fui duas vezes pra Bauru resolver probleminhas e tô sem internet lá, aí no cyber eu não tenho paciência pra escrever.

Ai gente, que tristeza, já já as férias acabam. Eu sempre reclamo que não faço nada nas férias e blá, mas eu adoro não fazer nada. Vai ser difícil voltar pra vida universitária. Ainda mais por que agora eu estou no terceiro ano: Eu não sou nem mais bixete nem veterana direta, o que significa que grande parte da curtição se foi. Agora é focar no futuro profissional e principalmente pensar num tema pra minha monografia. Eu sempre digo que vou fazer isso, mas nunca consigo. Não consigo escolher um minúsculo tema dentro do infinito jornalístico e estudar sobre ele. Tenho medo de cansar dele também. Isso sempre acontece.
Tirando economia que eu não entendo lhufas (mas sempre quis saber pra ser igual à Becky Bloom) e política (que eu acho muito chato), acho que eu levaria qualquer parte do jornalismo na boa na hora de trabalhar. Acho que eu conseguiria estudar um pouco sobre o assunto e ir me aprofundando com o tempo.
Acho essa história de tema de monografia muito injusta. É como escolher que curso fazer na Universidade. Como é que eu vou saber hoje o que eu quero fazer pelo resto da minha vida? Eu achava que queria Jornalismo, me arrependi umas 20 vezes em 2 anos de faculdade, voltei atrás e acho que quero de novo. Eu me imagino fazendo um TCC com um certo tema e depois sofrendo horrores por que fiz um tema sobre X, mas decidi seguir a profissão em Y, e X é o oposto de Y.
Enfim, isso é um saco. Certeza que eu vou demorar o máximo de tempo possível pra escolher meu tema, escolher um tema mais ou menos e depois ter que me esfolar viva pra esse tema dar certo. É quase isso que acontece sempre mesmo.
Ai ai, uma catarsezinha de vez em quando não faz mal à ninguém, certo?

E o carnaval minha gente??
Eu ia pra praia, mas tô pobre e não pude ir. Malditas contas. Eu adoro viajar, adoro curtir festas, mas ultimamente não tenho feito isso. Hoje nem o desfile das escolas de samba eu vi. Até por que o de São Paulo é meio sem graça. Prefiro os do Rio. Sempre quis ir lá, torcer pra Mangueira (sem piadinhas e trocadilhos, ok?), deve ser a maior emoção.
Aí estou eu aqui né, no auge da minha inutilidade, abro a web page do uol e vejo uma foto enoorme do Saulo da Banda Eva tocando em Salvador. O mundo é injusto. Eu amo Banda Eva, ia morrer dançando banda eva no carnaval de Salvador. Comentei com a Gabi e nós planejamos ir pra lá quando formos magnatas da comunicação/jornalistas famosas cobrindo o evento. Caso nenhuma das opções anteriores ocorra, vamos começar a pagar hoje nosso abadá do carnaval de 2020. Acho que assim nosso ralo dinheirinho de estudante consegue pagar a viagem.

Vou dormir, tô meio que tentando dormir faz umas 4 horas e 44 minutos.

Beijos a todas!

Por Kapri às [4:45 AM]

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[Sábado, Fevereiro 14, 2009]

O amor pode estar do seu lado!

Eu nunca fui apaixonada por nenhum primo meu. Primeiro por que eles são mais velhos, segundo por que eles moram a uns 500 km de distância e eu os vejo uma vez em cada cinco anos. Mas eu acho uma coisa medieval essa idéia de que amor entre primos não dá certo. Claro que dá, quem nunca ouviu aquelas histórias de amor infinito entre primos?
Tem família que não aprova, mas eu sinceramente acho que amor e paixão são sempre a mesma coisa, independente da situação. Tem família que não aprova, eu nunca entendi direito o porquê, algo contra a moral. Se fosse filha minha que se apaixonasse por um primo, eu ia achar até bom, por que eu ia conhecer o cara desde que ele nasceu, e ia saber se deveria ficar preocupada ou não com o namoro dos dois.
Namoro entre primos é exatamente igual namoro entre duas pessoas que nunca se viram antes. Se terminar vai ter choro, briga, mas família nenhuma que se ame de verdade vai se separar por causa de um namorico.


Por Kapri às [3:42 PM]

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[Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009]

Trote ou tortura?

Percebam minha cara de boba alegre quando entrei na faculdade...E a gente nem tinha bebido nada hein!
O trote universitário é o dia mais esperado e temido por qualquer calouro de qualquer universidade. Você é pintado, jogam farinha no seu cabelo, toma banho de lama, pede esmola no semáforo. Tudo deveria ser uma grande brincadeira, para promover a integração entre veteranos e calouros, e comemorar a vitória de quem tanto se esforçou pra entrar em uma universidade.
Mas já faz um tempo que alguns veteranos encaram o trote como uma ferramenta de humilhação para o coitado do calouros. Quem não se lembra do futuro estudante de medicina que morreu afogado na piscina da USP?
Eu quando entrei na faculdade participei de um trote e posso dizer que foi um dos dias mais felizes da minha vida, por que meus veteranos tinham o bom senso de saber o que era legal e o que não era. Esses veteranos que usam de violência e parecem torturar seus calouros precisam de tratamento psicológico, por que não se faz isso com ninguém. Não sou a favor da proibição dos trotes como muitas universidades fazem, por que isso só muda o local do trote, não diminui a intensidade dele. A recepção dos calouros é uma obrigação da universidade e dos alunos que já estudam nela e deve ser uma forma de dizer boas-vindas ao estudante que ingressa na vida universitária, e não uma ferramenta de tortura destes.

Por Kapri às [2:48 PM]

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[Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009]

Sapo no café, no almoço e no jantar!



Todo ser humano que conviva em sociedade e pretenda continuar convivendo nela terá que engolir um sapo pelo menos uma vez na vida. Ser contrariado pose não ter o gosto mais delicioso, mas faz parte da convivência. Eu já tive que engolir muitos, também já enfiei alguns goela abaixo de algumas pessoas e já nem me preocupo com isso. Sei que dá raiva na hora, mas a reflexão que vem depois pode ajudar – e muito – no amadurecimento de todos nós. Isso não significa que todo mundo deve omitir suas opiniões o tempo todo só para ter crescimento pessoal. Opiniões estão aí para serem ouvidas e avaliadas. Da mesma forma, é bom ouvir o que o outro tem a dizer, para não parecer que você é arrogante, o que pra mim é pior que engolir uma saparia inteira. Diálogo e respeito vão te ensinar quando é a sua vez de engolir o verdinho nojento, e para isso é essencial que você não tenha medo de errar. Pode ser difícil dar a primeira mordida, mas um sapinho engolido pode te tornar uma pessoa muito mais legal e sociável.


Por Kapri às [1:24 AM]

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