[Bonitinha, mas ordinária]



Nome: Karen Barbarini
Idade: 21 anos
Definição:Estudante de Jornalismo que busca incessantemente um sonho para substituir o de passar no vestibular. Lema: "Escrevo por ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens." (Clarice Lispector, em A Hora da estrela)

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[Sexta-feira, Janeiro 30, 2009]

A história de como eu furei um olho e ganhei um namorado



Eu conheci meu namorado numa viagem para Porto Seguro, no final do 3º Ano. No ano seguinte, ele foi fazer cursinho na mesma escola que eu. Lembro que eu até achava ele bonito, mas ele não me chamava muito a atenção. Minha melhor amiga na época, a Chu, achava ele gatíssimo. Aos poucos percebi que ela estava apaixonada por ele. O problema é que a Chu namorava outro cara, e tinha medo e terminar e o Leandro (meu namorado) não querer ficar com ela. Então, resolvemos nos aproximar dele e dos amigos dele pra ver se rolava. Quando a Chu terminou o namoro, o Leandro foi conversar com ela para dizer o inesperado: Ele gostava de mim! Nessa altura do campeonato, ele já me interessava bem mais, por que eu o conhecia melhor. Pensei muito antes de fazer qualquer coisa. Foi um dilema: Amizade X Atração. Furei o olho da Chu lindamente e fiquei com o Lê. Na época não virou nada, mas hoje namoramos a um ano e quatro meses. Sei que minha atitude não foi legal, mas fiz o que eu julgava ser certo. Furar o olho não é sinal de amizade, mas de vez em quando dá certo!
PS: A Chu foi super legal e entendeu que o Leandro não era pra ela, e sempre deu muito apoio pro nosso relacionamento!

Por Kapri às [2:45 PM]

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[Quarta-feira, Janeiro 28, 2009]

Olhar no espelho nunca foi tão difícil. Quem eu estou tentando enganar? Acho que a mim mesma.
Meu nome é Karen, tenho 21 anos. Para alguns sou velha, para outros sou nova. Para mim, essa é a idade em que as coisas acontecem, ou pelo menos deveriam acontecer. Apesar de ser jovem, acho que já vivi muita coisa intensa nessa vida. Perdi meu pai com 12 anos para o câncer, e junto posso dizer que permi meia-mãe, por que ela quase morreu junto de tristeza. Dos doze aos dezenove lutei por um sonho que hoje não sei mais se é meu sonho mesmo. Estou na metade do caminho e penso se deveria voltar para o começo.
Desde pequena, me ensinaram a ser responsável. Hoje em dia eu sou controladora. Não consigo ser espontânea, não consigo deixar de lado meus problemas. As vezes penso que não fui criança. Passei grande parte da minha vida presa num apartamento assistindo televisão. Hoje sou caseira, mas troquei a televisão pelas maravilhas da internet. Fico em casa, mas nunca estou presente.
Tenho algumas paixões na vida, e são elas que me mantêm vivas. Um amor, grandes amigos, uma família problemática, porém amorosa.
Tenho meus hobbies, mas também tenho a impressão de que eu sou péssima em todos eles. Gosto de escrever, mas parece que o texto só me agrada quando eu o escrevo em catarse, sem pensar no que está por vir. Quando tento fazer uma coisa bem elaborada, fica horrível. Adoro fotografar, comprei uma máquina fotografica de 2 mil reais pra praticar e não sai nada que preste dela. Tem gente que faz melhor com uma digital comum.
Acho que não sei enxergar a alma das pessoas através das minhas lentes. O engraçado é que quando eu tiro auto retratos, eu posso ver além da pose e do carão e consigo enchergar o sentimento através de minhas pupilas.
É difícil estar assim, perdida no mundo. Mas às vezes eu encontro coisas que me fazem felizes, me agarro a elas, me sinto encontrada. Mas elas se esvaem, por que também têm que se encontrar, e eu continuo me procurando. Procuro olhando no espelho, como se pudesse ver pelos meus olhos e ler o que está escrito na minha alma. Não tenho sucesso. Paro e sinto o coração apertado. Sei que ele tenta me dizer algo, mas não quero ouvir, temo ser a idade adulta chegando, e eu estou cansada de crescer. Quero olhar no espelho e encontrar o caminho da felicidade infantil, das coisas fáceis e simples, mas no fundo sei que o que me espera é uma felicidade de gente grande.

Por Kapri às [3:26 AM]

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[Sábado, Janeiro 24, 2009]

Fun Fake, not a fake fun



Alguns fakes me lembram uma brincadeira que eu fazia com meus amigos quando era pequena: cada um fingia ser alguém famoso. Vejo muitos fakes de ídolos teens que tem a única finalidade de se relacionarem uns com os outros, trocarem informações sobre seus ídolos, essas coisas. Acho que esse tipo de fake é uma versão digital da minha brincadeira de infância, e não fazem mal a ninguém.
Mas sempre tem um espírito de porco que aproveita da modinha e a utiliza para fazer mal aos outros. Esse fakes se aproveitam da máscara que os protegem e entram em perfis e comunidades para falar mal das pessoas, disseminarem pornografia, e fazerem coisas ilegais.
Não posso dizer que sou contra os fakes, eu mesma já tive um da Julie Cooper do The O.C. pra fuçar nos perfis alheios. Acho que as pessoas mal-intencionadas sempre vão existir, e não é por isso que devemos privar o resto do mundo de fazer coisas que podem ser divertidas, como fingir ser um astro pop, só para evitar que situações como essas aconteçam. Até por que elas vão acontecer, não importa o que nós façamos para impedir.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Eu, eu mesmo e meu fake"


Por Kapri às [8:31 PM]

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[Segunda-feira, Janeiro 19, 2009]

Me ame, me odeie

Eu sou daquele tipo específico de pessoa que você ama ou odeia. Quando eu estava no colegial, eu era super popular. Me sentia uma estrela da Disney em Hollywood. Todo mundo me tratava bem, queria ser meu amigo. Daí eu fui pra faculdade e não sei por que, todo mundo me odeia lá. Se não me odeia, me despreza, e eu sinceramente não sei o que é pior. Eu aprendi muito na vida com todas essas oscilações de sentimentos das pessoas quanto a mim. Claro que ser popular é bom. Faz um bem danado pro ego, a gente se sente feliz quando sabe que faz diferença na vida de alguém. Quando é na vida de vários alguém’s então, imagine. Mas passa, sabe. A amizade aqui é meio forjada, como que por interesse. Quando você está na pior, quem está do seu lado de dando apoio será seu amigo pra sempre. Não é legal ser odiada, já cheguei em casa chorando muitas vezes por isso, mas hoje me considero uma pessoa sortuda, por que sei que tenho amigos de verdade, que me amam e não me abandonarão se o cara mais gato da escola me largar por outra popularzete qualquer.


Pauta pro Tudo de Blog: "Ser ou não popular: eis a questão".

E sim, quando eu era popular na escola, minhas amigas já me abandoram por que o cara gato que ficava comigo resolveu que não queria mais nada comigo e foi se atracar com outra pelos cantos...Na época foi difícil, perdi o ficante e as amigas, hoje dou graças a Deus que tudo isso tenha acontecido: sou uma pessoa melhor.



Por Kapri às [5:24 PM]

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Olá meus queridos leitores! A São Paulo Fashion Week começou e eu não podia perder a oportunidade de comentá-la no meu humilde blog. Vou tentar comentar todos os desfiles diariamente. Aliás, eu só comento os desfiles que apresentam looks femininos, do ponto de vista "eu usaria (ou não) isso". Todas as fotos foram tiradas por Alexandre Schneider, e publicadas no portal UOL.

Desfiles de hoje (18/01):

Fause Haten: Lindo, adorei os vestidos e as silhuetas bem marcadas! O Cetim vermelho é muito feminino, e as peças trazem a elegância que o inverno pede! Além disso, muita ousadia, e dá pra perceber que a coleção não é estritamente comercial. Queria todas, amei.
Destaque: O tomara que caia branco que é uma mistura de vestido de bailarina e de princesa!



Osklen: Também gostei muito da coleção. Cores superbásicas, mas a modelagem dá o estilo. Os blusões e vestidinhos são de morrer.É uma coleção pros urbaninhos, bem prática. Tecidos super diferentes, como couro vegetal, dão um ar todo diferente pras peças.
Destaque: A blusa LINDA toda bordada com botões!



CORI: Achei uma coleção muito chique! Quando ei for uma Jornalista internacionalmente bem sucedida, vou me vestir com essa coleção. Não tem nenhum modelo impressionante, mas funcionou bem. Alfaiataria é muito chique, e cai muito bem no inverno.
Destaque: Vestidinho curto de mangas longas acinturado e rodado!



Priscila Darolt: Prevalece tons pastéis e vestidinhos estruturados. Gostei!
Destaque:Vestidinho cinza de tecido estranho, mas lindo e seus respectivos sapatos. Morri pelo sapato.



Colcci: Branco, Cinza e preto, calça de cintura alta (de novo), rolog. upas muuuuito marcadas na cintura, vestidinhos fashion e Gisele Bündchen. O que mais um fashionista pode querer?
Destaque: Gisele Bündchen de cabelo liso ahazou com os 3 looks que vestiu, mas esse é meu favorito ;) Eu gostei de muitos outros looks, mas Gisele é Gisele e ponto final.



Por Kapri às [3:21 AM]

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[Sexta-feira, Janeiro 16, 2009]

Semana de moda é um troço super legal! Tanto glamour, pessoas ricas escolhendo quantos mil vão gastar em plena crise, uma coisa de louco. Eu sempre acompanho as semanas de moda pq sou repórter de moda (agora editora! uhuuu) num programa da rádio lá da facul, e por que eu adoro tb!
Adoro ver as roupas lindas que eu vou sonhar ter e nunca conseguirei e principalmente amooo ver os absurdos da moda que ninguém vai usar.
Olhando os desfiles que já se passaram do fashion Rio, eu percebi que pra eles, a tendência é colocar alguma coisa gigantesca no cabelo que vai ficar bem feia. As headbands (se é que se pode chamar assim) escalafobéticas (não sei se essa palavra existe, mas uso ela o tempo todo) estão super in, mas eu não usaria nem por um milhão de moedinhas de um centavo.
Mas, se vocês forem fasionistas do tipo que adora correr riscos e pagar um mico, vvou ajudar vocês a prepararem looks como os usados no Fashion Rio, por que eu sou uma pessoa com criatividade que está entediada com as férias.


foto: Schneider/UOL

O vestidinho da Ausländer pode ser um must, assim como o sapato, mas Deosmeu que troço é esse na cabeça dela? Se você gostou desse laço enorme, eu tenho uma forma de voc6e fazer um parecido.
Compre uns dois metros de fita de veludo larga, e uma tiara pra servir de base. Duas réguas de 30 cm e arame.
Aí você costura a fita (uma na outra sabe? costura as extremidades da fita) e coloca o arame e molda o laço. depois, eh soh prender as réguas lá dentro pra ficar retão igual ao da foto!
Prontooo! vai ficar lééénda!

Tem muitos mais chifres lá que eu sei fazer, mas agora eu to meio com pressa, quando voltar coloco mais aqui pra vcs verem!
Beijos menines!

Por Kapri às [2:56 PM]

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[Terça-feira, Janeiro 13, 2009]

Meu passado me manda pra prisão!!!



Tá eu admito. Mas eu não tenho culpa! Ele era fofo, lindo, protagonista da Malhação, ireesistível. Eu já gostei do Dado Dolabella. Meu passado me julga e me condena a prisão perpétua! Eu tinha uma pasta enorme, com milhares de fotos, pôsteres, e até um autógrafo que eu ganhei quando ele veio desfilar na minha cidade. Olhava a pasta ao som de twister e sonhava com o dia em que ele se apaixonaria por mim, me pediria em casamento e nós viveríamos felizes para sempre. Hoje em dia eu odeio ele, acho que ele já foi mais humilde, mais calmo e menos arrogante, e sinceramente, não faz falta nenhuma na minha vida. Mas o fantasma do meu fanatismo pelo Dado Dolabella sempre me assombrará, por que hoje eu tenho vergonha de ter dedicado meu tempo e meu dinheiro a uma pessoa que não vale nem uma paçoquinha.

Por Kapri às [5:59 PM]

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[Domingo, Janeiro 11, 2009]

I am no Gisele, Bitch.

Definir fronteiras é uma mania muito esquisita do ser humano. É muito estranho pensar que uma linha pode dividir duas coisas totalmente diferentes. Imagine uma linha que separa a vulgaridade da sensualidade. Deve ser uma linha larguíssima, por que muitos fatores separam uma coisa da outra. Um desses fatores ,e talvez o mais importante, é a situação. Cada lugar exige um comportamento de todos nós. Outro fator que separa uma bitch de uma Gisele Bündchen é a auto-estima. Uma mulher sensual, na minha concepção, dá valor em si mesma e esse amor por si própria faz com que ela saiba se insinuar sem perder a compostura. Já a mulher vulgar quer a conquista a qualquer preço, por que precisa estar no poder para se sentir segura, e isso faz com que use todas as armas que tiver para consegui-la. Eu não acredito muito em limites, mas entre as diferenças de mulheres sensuais e vulgares, o amor-próprio é o que mais explica a diferença de atitudes.

Por Kapri às [11:01 PM]

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[Quarta-feira, Janeiro 07, 2009]

Férias Literárias



Quando puxo pela memória as recordações da minha infância, posso afirmar que os melhores momentos de minhas férias foram passados com meus livros.
Eu sempre fui caseira e meio tímida, então era nas entrelinhas que eu tinha coragem de fazer tudo o que eu queria. Fui mocinha, bandida e super heroína. Viajei para vários lugares do mundo e até lugares que nem existem, sem ao menos sair de casa.
Claro que eu também ralei meu joelho andando de bicicleta, chupei manga no pé e passei dias inteiros brincando de esconde esconde, mas foi nos livros que eu fiz as coisas mais maravilhosas de todas as minhas férias.


Tudo de Blog

Por Kapri às [1:04 PM]

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