[Terça-feira, Novembro 17, 2009]

Apocalípticos e desintegrados: minhas considerações sobre o que eu faria se o mundo realmente acabasse em 2012



Indo contra meu instinto corajoso de sagitariana, sou totalmente medrosa. Tenho medo de ETs, de fantasmas e muitas outras coisas. Desde que 2012 estreou, meu medo maior é que o mundo acabe, de fato, em 2012. Se isso for verdade, eu imploro para que quem descubra não divulgue nada pra nós mortais, por que a minha vida ia acabar desde já.
Eu ia ficar tão apavorada que não faria nada pra aproveitar o restinho de vida que me restaria. Apesar de faltar um tempinho considerável, acho que eu não conseguiria viver normalmente, sabendo que tenho data marcada pra morrer. Hoje eu sei que vou morrer um dia, mas a imprevisibilidade da morte é um fator determinante pra levarmos a vida adiante. Tentaria grudar na minha família e no meu namorado, a fim de eles saberem no momento final que foram muito amados por alguém, mas como minha família é grande e meu namorado mora longe, não ia conseguir fazer isso também.
Com tantas impossibilidades de aproveitar o tempo pré-morte, acredito que se eu soubesse com certeza que o mundo acabará em 2012, eu ia ser somente mais uma das pessoas que ficaria louca e passaria a viver numa outra dimensão, em que o mundo não tem fim e a vida é mais bonita do que a realidade.


Por Kapri às [9:12 PM]

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[Domingo, Novembro 15, 2009]

O ano que começou com jeito de aula de matemática


Ao contrário de todo mundo que eu conheço, 2000 “Inove” não foi um ano que começou esperançoso para mim. Muito pelo contrário, começou parecendo aula de matemática: arrastado, faltando muito pra acabar e com problemas tão complicados que eu jamais conseguiria resolver. Com o passar do tempo, as coisas foram melhorando, mas acho que foi só por que não tinha mais como piorar. Mas agora, já no finalzinho do ano em que eu mais senti uma esperança de mudança nas pessoas ao meu redor, eu entendo qual foi a razão do ano de 2009 fazer parte da minha vida. Neste ano, eu aprendi a não perder as esperanças. Muitos dos problemas do começo do ano continuam sem solução, mas eu não deixei a peteca cair, deixei a tristeza de lado e não vou mais desistir de lutar pra que eles cheguem ao fim.
Sei que meu ano não teve grandes feitos, mas quem já esteve numa situação em que precisa tirar força do nada para ser feliz de novo sabe como esse momento é importante.Afinal, o que a gente não faz pra se livrar de uma aula de matemática, não é? Ter forças para lutar é ganhar na loteria da felicidade.


Por Kapri às [8:46 PM]

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[Quinta-feira, Outubro 22, 2009]



Plugado

Dá pra imaginar como seria viver no século XXI sem computador e sem redes sociais? Pra mim, elas são as novas formas de civilização. Estar sozinho e acompanhado ao mesmo tempo demonstra muito do Ser Humano moderno, que é individualista, apesar de viver em sociedade.
Talvez o tempo que passamos em frente ao computador é que esteja grande demais. Não sei vocês, mas se eu não entrar no Orkut, MSN e twittar pelo menos uma vez por dia, é como se eu perdesse alguma coisa. É diferente de viver em função de redes sociais, é ter aquilo tão impregnado à sua vida que, de repente, ela faz parte da rotina, como almoçar e tomar banho. Se você não fizer aquilo durante o dia, ele fica incompleto, meio manco.
Não vejo os usuários de redes sociais como anormais viciados em internet, muito pelo contrário. Atualmente, é mais estranho quem não use do que quem use a internet pra fazer tudo. Acredito ainda mais que conforme os anos forem se passando, a coisa só vai ficar mais internética, mas acho ilusão pensar que um dia todos nós viveremos por uma tela. Redes sociais podem ser legais, mas nada vai substituir o convívio social tradicional.

Para o Tudo de Blog - Site: Redes Sociais

Por Kapri às [11:53 AM]

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[Domingo, Outubro 18, 2009]

"L'essentiel est invisible pour les yeux"
Minha unha do indicador direito sempre está quebrada, e eu acho que isso mostra mais sobre mim do que as pessoas vêem. Mostra que eu fico o dia quase todo na frente de um computador, colocando meus dedinhos pra trabalhar. Eles buscam na tela luminescente algo que venha a preencher meu momento: pode ser um blog, uma música pra ouvir obsessivamente, uma matéria que vale a pena escrever. Mas ele não mostra outras pequenas manias que me formam.
As minhas unhas quebradas, mas quase sempre feitas, não mostram que eu não consigo escrever com o computador no colo. Quem vê meu cabelo Chanel e meu jeans batido não imagina que eu sou aficionada por musica e dança, e que se soubesse dançar, largaria tudo pra bailar. Quem lê meu blog de moda não pensa que eu estudei música desde meus 7 anos e sou capaz de sentir a melodia por trás do pop mais chiclete das paradas.
Meu exterior não mostra nada de quem eu realmente sou, mas as pessoas sempre me julgam pelo que eu aparento ser. Eu não sei como elas me vêem, mas quero mostrar pra elas quem eu sou: Alguém que assiste Grease com fones de ouvido e tenta não derrubar o computador no chão enquanto dança. Posso parecer chata, metida, enjoada e posso não ser nada disso quando você olha de perto.
É por isso que eu escrevo, originalmente. É pra isso que esse blog existe. Não é só uma plataforma de publicações na Capricho, é uma tentativa desesperada de mostrar a quem quer ver quem é essa menina do interior de São Paulo que está aí no mundo pronta pra conseguir seu lugar ao sol. Se você me lê, me dê uma chance. Eu não uso maquiagem (nem na vida real, nem em meus textos): o que vocês lêem neste blog é um fac-símile do que eu sou de verdade, uma garota sentada na frente de um computador com muita música, unhas quebradas e idéias na cabeça.


Por Kapri às [8:40 PM]

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[Sexta-feira, Outubro 16, 2009]

#VDM

Eu até que tive uma vida bem estável até hoje, não posso reclamar, mas também não posso dizer que tive um dia de sorte intensa. O máximo de sorte que eu tenho aqui e ali é achar 10 reais hoje, ganhar uma rifa amanhã e esperar mais de um mês pelo meu próximo momento de sorte. Mas dias de MÁ sorte, esses eu tenho de monte! Ontem mesmo foi um dia desses, e hoje, relembrando tudo, achei tão engraçado que resolvi contar pra vocês.
De manhã, acordei pra ir no francês, cheguei lá e descobri que tinha esquecido o livro e o caderno, só levei o caderno de exercícios. Graças a mim, a professora fez a gente passar a aula inteira fazendo exercícios e eu nem tinha nada pra consultar , o que fez o grau de dificuldade do exercício triplicar. Almocei normal e tive aula. A hora que eu saí de casa pra ir pra aula tava uma chuva horrorosa, que molhou meu sapato inteirinho e eu andei meio sblosh sblosh a tarde toda. Demorei uma hora pra encontrar a sala que a professora ia dar aula. Fiquei uma hora e meia na aula, fui falar com a professora: eu não precisava assistir aquela aula, era só fazer um exercício. Saí da aula, fui fazer uma entrevista na polícia. Depois de andar até lá, a assessora me avisa que eu precisava de uma autorização da Polícia Militar de São Paulo pra fazer a entrevista. Me recompus, contei até 10 e decidi ir pra casa descansar um pouco. Estava indo pro ponto de ônibus, vi o ônibus chegando e saí correndo pra não perdê-lo. Nesse momento, meu mp4 caiu no chão. Apagou, não liga mais. Peguei o ônibus, fui pra casa, descansei um pouco, me arrumei e saí de casa pra ir pra palestra do Dudu Bertholini no SENAC. Cheguei no ponto, o ônibus que eu precisava ter pego já tinha passado. Peguei o próximo, que só ia até metade do caminho, fui o resto a pé. Cheguei lá e descobri que a palestra não era no SENAC. Corri pra pegar outro ônibus pra voltar metade do caminho, pisei num buraco, estragou o salto do meu sapato. Cheguei no lugar, esperei 1 hora e 10 até o Dudu Bertholini chegar pra dar a palestra e falar 30 minutos. Fiquei indignada, assisti o pessoal fazendo perguntas. Cheguei em casa, comi e durmi: o dia tinha acabado a muito tempo para mim.
Mas apesar de tudo, hoje acordei bem. Um dia novo, uma nova oportunidade de ser feliz. Todo mundo tem um dia de muita sorte na vida e eu ainda não tive o meu. Quem sabe não é hoje que tudo de bom vai acontecer pra mim? Só não posso perder as esperanças...



Por Kapri às [11:17 PM]

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[Segunda-feira, Outubro 05, 2009]



O Furo de reportagem do Estadão que ocasionou no cancelamento da prova do ENEM também foi um furo no peito da tentativa do Ministério da Educação de tornar a prova respeitável.
Depois de toda a luta para tentar tornar o ENEM a prova oficial de todos os vestibulares, facilitando a vida dos candidatos, o Inep nunca esteve tão longe de seus objetivos. A falta de segurança de uma prova que pode decidir o futuro de milhares de estudantes por todo o país é inadmissível. Embora sejam comuns boatos sobre venda de provas e trapaças mil para se burlar o processo seletivo, nunca conseguiram provar de forma tão escandalosa que existem falhas no sistema de vestibulares brasileiro.
Agora, com uma prova roubada, que foi considerada fácil pelos professores e prejudicando os vestibulandos de todo o Brasil, temos que procurar mais uma coisa que sumiu: o respeito que nós tínhamos pelo Ministério da Educação. Ele não foi roubado, mas desceu a um nível abaixo do chão, e eu não estou com a menor vontade de descer lá para procurar.

Tudo de Blog – Site: Enem: e agora?


A nova data do Enem é 5 e 6 de Dezembro, e vai bater com vestibulares importantes, como UnB, UFSC e Unesp. Agora, o pessoal do MEC quer que as FACULDADES mudem as datas das provas para corrigir um erro que nem é delas. Essa história é um bolo de neve, cada dia que passa fica mais enrolada e só quem está sendo prejudicado são os que deveriam ser beneficiados pelo ENEM: Os vetibulandos.

Por Kapri às [5:13 PM]

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[Domingo, Setembro 13, 2009]

Adeus à infância

Percebi que já não era mais criança de uma forma um tanto quanto diferente. Não foi dando o primeiro beijo, ou tendo a primeira vez, muito menos com o primeiro salário. Percebi que tinha virado gente grande quando, já morando fora, fazendo faculdade e pagando as minhas próprias contas minha mãe começou a me telefonar para pedir conselhos.
Aquilo foi um grande choque para mim, já que minha mãe, na minha opinião, está no auge da sapiência da vida adulta, sendo uma mulher de 50 anos que já passou por tudo nessa vida . Com aquele conselho, percebi que eu já não era mais neném, e tinha opiniões que as pessoas respeitavam. Trocamos os papéis: Já não era mais ela que falava para me acalmar no meio de uma crise de choro. Era o contrário: eu a aconselhei e ela que estava crescendo por algo que eu tinha dito. Foi um sinal de que para ela, eu era responsável e com um conhecimento de vida respeitável. Afinal, é por isso que as crianças respeitam os adultos: Por que entendem que adultos sabem coisas da vida que elas desconhecem, e que podem nos ensinar a viver a vida de uma maneira menos arriscada. E foi assim, sendo mãe da minha própria mãe, que eu entendi que agora eu sou adulta.


Pauta para o Tudo de Blog: Quando você percebeu que não era mais criança?

Por Kapri às [9:08 PM]

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[Sexta-feira, Setembro 11, 2009]

De mocinha à vilã


Neste filme a mocinha está em construção. Não sei dizer se ele seria um sucesso de público e crítica, mas com certeza seria um drama chorão.
A história começa com a mocinha perdendo alguém que ama e termina com ela realizando seu maior sonho. No meio tempo, acontece tudo que é habitual: amores, desamores, pedras no caminho e alegrias inesperadas.
A nossa mocinha não é à la malhação: tem, claro, seus momentos de anjo, mas nos dias infernais ninguém a segura. Ela é alguém assim como você, como eu. Se adapta às situações em que a vida lhe coloca, mas nem por isso é apática. Quando necessário, vai de boa moça a vilã em segundos. Não sabe bem o que quer, mas sabe quem quer ser e não mede esforços para conseguir.
Como todo bom drama, esse filme tem uma intensa história de amor com um fim de fazer lágrimas rolarem. Final feliz, pelo menos até o fim do filme, pois a mocinha ainda tem muito o que viver, sonhos pra realizar e as jornadas que a levam até seus desejos sempre são histórias que dariam um bom filme.


Pauta para o Tudo de Blog: Por que a sua vida daria um filme?

Por Kapri às [3:49 PM]

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[Terça-feira, Setembro 08, 2009]

I don't know well, maybe I`m in love...with myself

A polêmica temática do amor próprio. Aos depressivos, desejam que o saibam cultivar. Aos metidos, imploram que o abandonem.
Para mim, se até Deus gosta de ter sua perfeição exaltada e é narcisista a ponto de ordenar que o amemos sobre todas as coisas, por que eu não posso me achar a rainha da cocada preta nem que seja por instantes?
Eu me amo sim, e é o meu amor por mim mesma que move a minha vida. Tudo que eu faço tem o objetivo de me tornar uma pessoa melhor, me cuidar, ser feliz e ter uma longa vida.
Algumas pessoas condenam o amor próprio, mas com o perdão do clichê, se eu não me amar, quem vai? Amar a si próprio, com todos os defeitos, as delícias e as dores de ser quem somos, é o primeiro e mais significativo passo na longa trilha em busca da felicidade.


Por Kapri às [11:21 AM]

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[Sexta-feira, Agosto 28, 2009]

O que acontece quando o amor não é suficiente num relacionamento? Vejam bem, não estou falando de dinheiro. Estou falando de quando uma pessoa não se contenta com o amor de outra, e vai procurar sabe lá o que em outras pessoas. Traição dói, se você não sabe disso. Saber que a pessoa que a gente ama e confia não merece nem o tempo dedicado a ela. Pior é que ás vezes, a gente ama tanto a pessoa, que deixa passar. Essa situação pode durar um, dois, oito, talvez vinte anos. Mas em algum momento, a pessoa traída vai perceber que ter só uma parte do que se ama não é suficiente. E aí, não adianta dizer que vai mudar, que ama e não quer perder, por que já não há o que se convencer: ao traído já percebeu que sem você, ele estaria mais feliz.
Tenho dó de quando isso acontece por que muitos corações envolvidos sofrem. Mas às vezes, é melhor sofrer muito de uma vez só do que ficar sofrendo aos poucos pro resto da vida. Por mais que sempre pareça que nós somos eternos, nós não somos. Pra que perder tempo da nossa vida com amores parciais?


Por Kapri às [7:36 PM]

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[Domingo, Agosto 23, 2009]

10 coisas que eu melhoraria em você




1.Abaixo os uniformes bregas, com camisetinha branca e azul. Já que é pra deixar todo mundo igual, que seja um igual estiloso.
2.Abaixo as provas Tanta evolução na cultura e ninguém inventou uma forma menos torturosa de avaliar nossos conhecimentos?
3.Música ao vivo nos intervalos Dar a chance dos alunos mostrarem seus outros talentos na escola ia ser superlegal, além de incentivar a criatividade.
4.Revistas na biblioteca Eu ia adorar sair da aula no intervalo e dar um pulo na biblioteca pra ler a Capricho da quinzena!
5.Minutos de relax um pouquinho de alongamento coletivo entre uma aula e outra iam aumentar a concentração e diminuir o sono na hora de estudar.
6.Não precisar fazer as matérias que você não gosta Pra que aprender química se eu quero estudar moda?
7.Abaixo os funcionários que se acham superiores a nós por que são mais velhos. Sou adolescente e exijo respeito!
8.Os meninos bonitos deveriam ser distribuídos igualmente pelas salas da escola. Afinal, é muita injustiça quando uma sala tem 10 meninos bonitos e a outra não tem nenhum.
9.Chega de preconceito Não importa se eu sou nerd, popular ou comum. Trato todos com a mesma consideração e como gostaria de ser tratada.
10.Comida boa na cantina Salgado do mês passado no balcão nunca mais. Comida saborosa, barata e saudável, para garantir o futuro do Brasil!
Tudo de Blog - REVISTA - Quais as 10 coisas que vcs fariam para deixar a escola mais legal?

Por Kapri às [12:10 AM]

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[Quinta-feira, Agosto 13, 2009]

Ne me quitte pas
Pode ser um problema meu, mas nossa, como eu odeio carência. Especialmente se é a minha, especialmente se eu estou sozinha e ninguém pode matar. Sou órfã de pai e hoje deixei a minha mãe sozinha no hospital após uma cirurgia na visícula, e estou simplesmente morrendo de carência dela e do xodózinho que ela tem por mim. Não me levem a mal, não deixei ela lá de propósito e agora estou me remoendo. Só deixei ela lá sozinha por que ela pediu por favor, que não queria que eu soubesse como é triste um hospital de noite. Agora eu fico imaginando ela, toda pequena e frágil, num logar aterrorizante cheio de pessoas gemendo de dor. Em parte eu sei que ela tem razão, quem me conhece sabe que eu sou medrosa demais para ser capaz de dormir num lugar desses. Se na minha casa eu acordo a cada mísero barulinho, imagina num hospital.
Mas não queria ter deixado ela lá. As coisas queridas da minha vida nunca deveriam me deixar, nem eu deveria deixá-las. Tenho um problema em estar sem as coisas que eu amo, as pessoas que eu amo.


Por Kapri às [12:13 AM]

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[Sábado, Julho 25, 2009]



Quando a vida imita a arte, e vice-versa


A televisão está lá. Aperte o botão, surfe pelos canais. Você vai flutuar por milhares de simulações de situações do cotidiano de todos nós. Alguns personagens dessas situações vão tocar seu coração, talvez por serem honestos, ou serem heróicos. Alguns, só pelo fato de fazer com que você se identifique.
Isso aconteceu comigo. Na primeira das inúmeras vezes que eu assisti The OC, eu achei a Summer uma retardada. Ela era uma daquelas patricinhas que não tem nada na cabeça e rejeitava o cara mais fofo do mundo, só por que ele não era popular. Na época, eu tinha meus 16 anos e me sentia a popular da escola. Só corria atrás dos garotos que todo mundo queria e ria dos meninos nerds que tentavam se aproximar de mim. Ou seja, era exatamente como ela. Mas eu não via isso.
Assim como a trama do seriado transformou a Summer numa das personagens mais fofas e queridas da televisão, acho que a minha trajetória de vida me deu umas belas cacetadas pra eu aprender que aquele mundinho que eu vivia era a mais pura ilusão. Assim como ela, eu encontrei o amor em um cara que eu já tinha pisado antes. Como a Summer, eu faria qualquer coisa por ele, até me vestir de mulher maravilha como presente de natal. Uma morte e a faculdade nos fizeram lutar por um ideal e entrar de cabeça na vida acadêmica, nosso jeito de fugir dos nossos problemas. E, depois de uma longa jornada cuidando de amigos que estão acabando com a vidas deles, tentando fazer nossas famílias serem felizes e tentar entender a cabeça de nossos namorados fofos e esquisitos, eu e a Summer temos mais uma coisa em comum: Colocamos uma roupa glamurosa, um saltinho no pé e saímos pra lançar moda por aí. Afinal, toda garota, seja ela uma personagem ou de carne e osso merece um tempo pra se divertir.


Por Kapri às [2:37 AM]

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[Quarta-feira, Julho 22, 2009]

Apesar dos 21 anos bem vividos com muitas experiências de que eu não me orgulho acumuladas, eu tenho a felicidade de dizer que me arrependo de pouquíssimas coisas nessa vida.
A principal coisa que me faz ter vontade de voltar no tempo e mudar meu passado é não ter dito um adeus. Na época, eu tinha apenas doze anos e era inocente demais para entender o que se passava. Via que ele estava doente, mas jamais poderia imaginar e aceitar que eu o perderia tão jovem.
Como nunca gostei de hospitais, evitava ir visitá-lo, e não estive presente na hora em que ele mais precisou que eu dissesse um "Eu te amo, vai com Deus".
O choque de sua morte também me impediu de me despedir adequadamente em seu enterro. Não o toquei, não chorei: aquilo não tinha acontecido para mim, não era real.
Depois de tantos anos e erros incontestáveis em minha trajetória de vida, eu ainda penso que meu maior arrependimento é não ter dito adeus ao meu pai, não ter deixado explicitamente claro antes de ele partir o quanto eu o amava e iria amá-lo, pelo resto da minha vida.


Por Kapri às [2:25 PM]

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[Sábado, Julho 04, 2009]

Finalmente estou de férias e a faculdade não vai mais sugar a minha vida a ponto de não dar mais tempo e ânimo de vir escrever aqui. Nesse espaço de tempo em que eu não escrevi uma palavra, algumas coisas significativas aconteceram em minha vida.
A primeira delas foi a abolição da obrigatoreidade do diploma de Jornalismo. Olha, não vou discutir o assunto por que tudo que tinha de ser dito sobre isso já foi dito e por que pra mim, só o que resta agora são as incertezas. Vou dizer só que eu senti como se tirassem meu chão e de repente eu caísse num poço infinito, sem morrer ou perder a consciência, só com o medo de saber onde eu vou chegar. É muito difícil ter um caminho a trilhar e perder o mapa no meio do caminho. Agora eu meio que continuo andando, mesmo sem saber onde chegar.
Nesse meio tempo também fiz um curso de Fotografia de Moda, pra aprender mais sobre dois assuntos que eu adoro. No começo foi bem legal, mas acho que esse curso mais me desanimou nos dois campos que incentivou. Fotografia é um negócio muito bacana, mas acho que eu nasci só pra admirar, e não pra fotografar. Eu não tenho o feeling, aquele negócio de fazer as angulações, sem nem mesmo ter de olhar para a lente. Moda eu continuo gostando, mas talvez por outro viés, o dos que criam moda, e não dos que relatam.
Outra coisa super legal que me aconteceu, foi que aos 45 do segundo tempo (Lê-se noite do dia 22 de Junho de 2009) consegui realizar um dos meus maiores sonhos: Ir ao São Paulo Fashion Week. Nossa, acho que nem preciso dizer que foi MARA! Como era o último dia, tava meio vaziozinho e não tinha nenhuma celeb de verdade (conheci a Mayra do Brazil’s Next Top Model, serve? Aliás, ela é uma fofa), mas valeu muito a pena só pra sentir a nuvem de Glamour que paira na Bienal. Eu assisti o desfile do Samuel Cirnansk, que foi muito lindo e inspirado na alta sociedade caribenha. Adorei os cocktail dresses, se pudesse saia de lá e comprava tudo!
Depois disso veio a pobreza intensa, já que essa brincadeirinha custou um aluguel pra mim...Aí pra finalizar, paguei 100 reais na minha inscrição do Intercom de Curitiba e fali de fez.
Mas...quem liga? Eu pagaria 3 aluguéis pra realizar meu sonho, e a sensação de estar lá é boa demais. E Curitiba, vou amar ir pra lá, rever meus parentes todos e fazer amigos no maior evento de comunicação do país (e quem sabe eu não arrumo um estagiozinho).
Era isso, espero postar mais durante as férias.
Confiram meus outros (desatualizados momentaneamente) Blogs....
O do Estilo em Claquete ( WWW.estiloemclaquete.com.br)
E o meu novo blog sobre moda que ainda não saiu do projeto (WWW.elledeluxe.blogspot.com)
Beijos!

Gostaram do Look Karen no Fashion week? Eu já tinha contado que cortei o cabelo chanel??

Por Kapri às [3:37 PM]

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[Terça-feira, Junho 09, 2009]

Meu príncipe encantado
Acho que toda menina já sonhou com seu príncipe encantado. Eu também já sonhei com o meu. Ele deveria ser bonito, simpático, deveria me fazer rir e me tratar como uma princesa. O beijo dele teria que me transportar para outra dimensão e o abraço fazer com que todos os meus problemas desaparecessem. Ele diria muitos elogios e faria carinhos em mim, e de repente, eu seria feliz para sempre.
Muitos Dias dos namorados passaram pela minha vida enquanto os sapos da minha vida permitissem que eu encontrasse o meu príncipe. Até que certo dia ele entrou nela, mas eu estava distraída demais com outras coisas para perceber sua presença. Como um príncipe de verdade, ele lutou por mim. Não com dragões, mas com um vilão ainda pior: a minha própria cegueira, que me impedia de perceber que ele era aquela pessoa que eu tanto procurava para me fazer feliz pela vida inteira. E ele persistiu me amando, até que certo dia eu o olhei de uma forma diferente. E depois daquele beijo que eu tanto esperei, posso dizer: Eu encontrei meu príncipe encantado. Ele não veio num cavalo branco nem tinha uma espada em punho, mas é com ele que eu terei meu final feliz.
Lê, você é meu príncipe, meu amor eterno, a minha vida, o ar que eu respiro. São dois anos juntos de muita alegria, felicidade, companheirismo, amor. E virão muitos mais por aí, eu tenho certeza. Te amo Leandro Miguel Agustinho, com toda as minhas forças, pra sempre.


Por Kapri às [6:21 PM]

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[Terça-feira, Maio 26, 2009]

That's what you get for waking up in Vegas!



Um milhão de reais na minha mãozinha ia pagar o dia mais divertido de toda a minha vida! Que Mané ir pra pontos turísticos, pagar noite com celebridade. Eu ia mesmo é torrar a grana em festa, por que a vida existe pra aproveitar, não é mesmo?
Primeiro eu ia pegar o bofe e as BFF’s, colocar tudo num jatinho com direito a muita champagne e VEGAS, HERE WE GO!
Antes de chegar em Las Vegas, uma parada na Quinta Avenida, em Nova York, pra comprar uma roupa digna por que milionária por um dia tem direito de usar Dior pra arrasar. Ou Marc Jacobs. Ou as duas combinadas, por que eu posso!
Quando finalmente chegasse em Las Vegas, ia ficar na suíte presidencial do Hard Rock Café, que tem até boliche no quarto. Depois disso, ia rodar os cassinos jogando, dançando, fazendo a festa e perdendo todo o dinheiro por que eu não sei jogar nem truco, muito menos poker ou 21. Mas não tem problema, o importante é se divertir. Só não posso esquecer de guardar dinheiro pra pagar a volta no jatinho! Ou no vôo comercial, primeira classe por que eu sou chique, bem.
Pena que esse dinheiro seria só por um dia, e isso tudo é somente um sonho, daqueles que se um dia você tiver o dinheiro, você não vai ter coragem de realizar.

Tudo de Blog - Capricho: o que você faria se tivesse um milhão de reais para gastar em apenas um dia?


Por Kapri às [4:21 PM]

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[Quinta-feira, Maio 21, 2009]

Algumas das melhores histórias que você vai ouvir na vida não vão estar nos jornais, nem na televisão, não vão ser encenadas por atores globais no teatro/cinema mais próximo de você. São histórias do cotidiano, que você vai se pegar ouvindo sem querer.
Como uma futura jornalista, eu comecei a aguçar minha audição (nunca se sabe quando eu vou precisar ter ouvidos biônicos) e minha leitura labial tentando escutar conversas alheias no dia-a-dia. Devo dizer que eu já sou muito boa nisso, e sempre escuto umas histórias que até O Cara lá de cima duvidaria. Algumas delas, eu morro de vontade de compartilhar com vocês, mas sempre acabo esquecendo. Afinal, elas são histórias do cotidiano: tão normais que acabam saindo de nossas mentes com a rapidez que entram.
Essa eu não ouvi escondido. Ela veio até mim numa conversa casual, com uma pessoa que é conhecida minha. Ela estava me contando a história de um amor de adolescência que ela viveu que demonstra bem os extremos que esse sentimento pode causar.
Ela tinha acabado de sair da faculdade e trabalhava num hospital. O namorado dela, que eu vou chamar de “X” era daqueles namorados obcecados. Imagina uma situação em que você já terminou com o mesmo cara mil vezes e no dia seguinte ele aparece na sua casa, como se nada tivesse acontecido. Que raiva! Ela me contou que não conseguia se livrar do “X”de jeito nenhum.
Eu fiquei pensando que esse caso têm os dois extremos do amor. O platônico, incondicional, que por mais que a pessoa não te queira, você faz de tudo para tê-la. E no caso da minha conhecida, acho que não chega a ser ódio, mas passa perto. Uma pessoa que quer a outra mais que tudo e a outra que quer ela bem longe. Não podia ser mais hollywoodiano.
A minha conhecida tentou afastá-lo de várias maneiras, inclusive arrumou um namorado de verdade( mais ou menos né...o namorado novo era casado e tinha três filhos) . Não funcionou. O cara só desistiu dela quando soube que ela estava grávida do outro. Mas não sem antes se oferecer para assumir o filho dela.
Minha conhecida se lembrou dessa história toda por que nós tínhamos acabado de encontrar o “X”, e ele ficou visivelmente perturbado quando a viu. Só pra informar, toda essa história aconteceu a mais de 20 anos! Nós duas andando e ela disse “Eu vou sempre mexer com o coração dele.”.
E vai mesmo.
Por que algumas pessoas marcam nosso coração pra sempre.


Por Kapri às [6:45 PM]

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[Domingo, Maio 17, 2009]



Stupid Heart

Meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê...E eu fico morrendo de raiva dele. Nada contra coração, mas bater feliz quando vê quem não gosta da gente não é muito inteligente.
Há quem diga que o ser humano é capaz de colocar as rédeas no peito e direcionar todo o nosso amor por quem nos dá valor. Pode até ser, mas meu coração nunca foi dos mais domáveis. Muito pelo contrário, ele adora me fazer de idiota.
Quando eu conheci meu namorado, ele era apaixonado por mim. Eu queria muito gostar dele também, por que sabia que ele faria de tudo pra me fazer feliz. Não consegui. Depois de muito tempo, quando ele já tinha me esquecido, eu que me apaixonei por ele, e tive que ralar muito para conquistá-lo de novo.
Imagino que uma pessoa até consiga domar a mente para acreditar que ama uma pessoa, mas domar o coração é uma missão impossível. Mesmo que o nosso exterior não demonstre, o nosso amiguinho indomável ainda vai bater forte quando vê aquela pessoa que poderia fazer nossa vida valer a pena. Vamos corar, suar, as pernas vão ficar bambas. Por que amor de verdade exige muito mais que vontade de amar a pessoa. Exige que continuemos a amando, sem poder explicar o porquê de tanto amor.


Por Kapri às [4:08 PM]

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[Quarta-feira, Maio 13, 2009]

Minha mãe é virgem

Não me vejam como uma pessoa conservadora, mas um assunto que pra mim não se toca em mesa de amigos é sexo. Não consigo trocar detalhes da vida sexual de ninguém com ninguém, inclusive a minha – e minha mãe é virgem, pelamordedeus.
Pra mim, certos assuntos devem ser particulares. A gente já se expõe de todas as formas em twitter, Orkut , blog e etc. Pelo menos esse assunto, que é o mais particular de todos, deveria permanecer ao lugar que pertence: as quatro paredes onde tudo acontece.
Claro que quando eu tenho dúvidas ou preciso desabafar sobre o assunto eu procuro alguém de confiança e peço conselhos. Sempre com muita discrição.
Conheço pessoas que saem por aí publicando em Outdoors o que fazem e com quem. Algumas gritam pros quatro cantos do mundo que fazem a coisa sem camisinha. Além de ser mau exemplo, é desagradável. Como eu disse anteriormente, discrição é tudo.
Apesar de tudo, não sou contra quem tem coragem de falar sobre sexo abertamente. Desde que a pessoa saiba como fazer as coisas: com a pessoa certa, da forma que faça o menor estardalhaço possível.


Por Kapri às [8:19 PM]

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[Domingo, Maio 03, 2009]

Comprar é relaxante

Atenção cientistas de todo o Brasil: Eu aceito ser cobaia da pesquisa que prova que comprar é relaxante. Não é coincidência que a conta do meu cartão de crédito vem mais alta no fim do semestre.
Quando eu estou estressada, eu começo a me sentir presa no apartamento, me dá vontade de andar. Como eu moro a 3 quarteirões do shopping da minha cidade, vou dar uma volta lá, pra espairecer. Podia andar a maratona de São Silvestre dentro do shopping, eu sei que não é pra isso que eu fui lá. A sensação de relaxamento só vem quando eu pego o par de sapatos novos, bolsa, calça jeans, ou sei lá o que eu tenha comprado nesse devaneio. E aí, por mais caótica que a minha vida esteja, eu sei que tudo vai dar certo no final.
Não que eu seja consumista, não sou Becky Bloom, conheço meus limites – especialmente o do cartão de crédito. Mas eu me sinto melhor quando compro, e eu sei que tem muita mulherzinha por aí que também sente. Isso deve ser doença com certeza, mas ainda não achei a cura. Enquanto isso, a solução é não comprar nada enquanto eu estou lúcida e economizar cada mísero centavo. Assim eu posso me render as liquidações de bolsas e sapatos – minhas paixões – sem culpa quando o stress bate.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: Complexos de Becky Bloom

Por Kapri às [3:50 PM]

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O toque do proibido

A polêmica do toque de recolher de algumas cidades do estado de São Paulo está dando o que falar. Afinal, há quem diga que é função dos pais determinar o horário dos jovens estarem em casa, que é forma de censura. Honestamente, eu penso que está mais que certo. Para chegar ao ponto de a justiça ter que tomar essa decisão, está provado que os pais não estão dando conta do recado. Uma criança de 13 anos não precisa estar na rua depois das 22 horas da noite. Com 13 anos, nesse horário você deve no mínimo, estar se preparando pra dormir, por que tem que ir pra escola no dia seguinte.
Não acredito que a medida vá diminuir índices de criminalidade, nem mesmo retirar os jovens do crime. Mas pode fazer o que os pais não conseguem mais fazer: saber onde seus filhos estão e a hora que eles voltarão para casa.
No fundo, a gente sabe que isso pode até instigar os jovens a ficar mais tempo na rua. O toque do proibido é como doce na boca de algumas dessas crianças. Outras ficarão revoltadas, por que não fariam nada de errado. Mas eles precisam aprender a viver de acordo com a idade que possuem, e entender que tem a vida inteira para fazer o que quiserem, desde que seja permitido por lei.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Toque de recolher"

Por Kapri às [3:49 PM]

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[Terça-feira, Abril 28, 2009]

Aquela amiga....



Todo mundo tem uma amiga que se destaca em alguma coisa. Tem a estilosa, a carinhosa, a fofa, a namoradeira. Já eu, tenho uma amiga que funde todas as coisas boas do mundo numa pessoa só.
Ser amiga dela é muito bom por um lado, por que todos querem ser amigos da menina perfeita. Ela é linda, popular, ótima na faculdade. Estar do seu lado direito é considerado um privilégio para poucas. Mas sinceramente, não é só felicidade ser amiga dela. Muito pelo contrário, me sinto como uma vela do lado de uma lâmpada incandescente: não ilumino nada, fico lá só de enfeite.
Não que eu seja invejosa, mas todo mundo gosta de ser elogiada de vez em quando. Como o mundo vai notar as coisas legais que eu faço se tudo que ela faz sempre é melhor? E olha, vou te contar, ela nem é tão perfeita assim. As pessoas que acostumaram a olhar ela como se ela fosse a estrela cadente de Hollywood, mas eu vejo além do exterior: sei que por trás de toda essa vida de glamour, existe uma menina assustada, com medo e sérios problemas, que ocupa a mente pra não pensar na superficialidade da sua vida.
Apesar de eu ser o Darth Vader perto da Barbie verão (parafraseando Blair Waldorf), eu já aprendi a conviver com isso. Estarei sempre na sombra dessa minha amiga, mas jamais a abandonarei. Por que acima de tudo, ela é minha AMIGA. E eu amo ela exatamente do jeitinho que ela é.

Pauta para o Tudo de Blog: E quando ela é perfeita?

Inspirada na minha amiga Julia, que nunca entra aqui, então posso revelar sua identidade....Amigue, deixa um pouquinho de mel pro resto do mundo, flor!


Por Kapri às [5:49 PM]

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[Segunda-feira, Abril 27, 2009]



Poucos de vocês devem saber, e dos que sabem menos ainda devem acreditar, mas o meu corpo, quando está estressado, se manifesta de uma maneira bem peculiar: eu tenho pesadelos. Não um pesadelo por semana, isso é normal. Tenho uns 5 pesadelos por noite, daqueles assustadores que você fica com medo de abrir os olhos quando acorda e descobrir que não era um pesadelo.
Quando isso acontece, além de tentar relaxar (difícil né?), o médico me pede pra eu não assistir nenhum tipo de filme de terror ou mesmo telejornal à noite, por que eles tendem a me impressionar e eu ter pesadelos com isso.
Como eu não obedeço ordens médicas (e me ferro depois), ontem eu assisti “O menino do pijama listrado” antes de dormir. Não é de terror (depende do ponto de vista, aposto que os judeus devem ter uma opinião diferente quanto a isso), mas mesmo assim, não consegui dormir depois de assistir, de tanto que o filme impressionou.
O filme se passa na Alemanha, na época sombria em que Hitler governava o país. Bruno, o personagem principal, tem oito anos e é filho de um “soldado” de Hitler. O pai de Bruno é promovido e eles se mudam para o interior, para que o pai dele cuide de um campo de concentração.
Resumindo a história, Bruno, que não entende nada do que está acontecendo ali, fica amigo de uma criança judia do campo de concentração. E essa amizade vai mudar a vida dele.
Apesar da melhor parte do filme ser o final, não vou contar por que né? Ninguém merece. Mas vou dizer pra vocês que o filme é daqueles que toca o coração desde o primeiro segundo, a gente fica com os olhos grudados na tela torcendo pro futuro dos personagens melhorar, mesmo sabendo como termina essa história toda. Uma daquelas histórias que começam tristes, ficam mais tristes ainda e fazem a gente pensar como existiram pessoas que sofreram durante essa guerra que Hitler criou. Não somente os judeus, mas é válido lembrar deveriam existir arianos que não concordavam com o holocausto, mas que tinham de se calar, devido à grande repressão do Reich.
Enfim, eu recomendo. E não ligo de ter perdido o sono, ou da possibilidade de ter pesadelos. Valeu a pena.
Assistam “O menino do pijama listrado”!

Por Kapri às [2:39 PM]

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[Sexta-feira, Abril 24, 2009]

O dilema da tesoura

Toda mulher que seja suficientemente independente pra decidir o que o cabeleireiro deve fazer em sua cabeça já passou por esse dilema. Cabelo: cortar ou não cortar.
Parece fútil, mas é uma decisão difícil, que deve ser tomada com cuidado.
Sabe aquelas frases que dizem que o que você usa mostra quem você é? De alguma forma, é possível afirmar que o nosso cabelo é “usável”, e demonstra grande parte da nossa personalidade.
Cabelos longos e lisos são o desejo de grande parte das mulheres. Este tipo de cabelo, mais tradicional, é um dos mais femininos. Mas o mais desejado pelas mulheres é o comprido, levemente ondulado e com suaves mechas loiras, à lá Bündchen.
As mais práticas optam pelo cabelo curto. Entende-se: Cabelo curto passa a idéia de profissionalismo. Especialmente chanel, ou levemente repicado.
Dá pra saber se uma pessoa é revolucionária/rebelde ou mesmo fashionista pelo cabelo que ela usa. Vide emos, toda uma tribo que é facilmente caracterizada pelo famoso corte de cabelo com a franja que tampa a visão do olho.
Depois de toda a explicação sobre a importância do corte de cabelo para a pessoa, explicarei.
Eu sou uma abençoada por Deus no momento da criação. Meu cabelo, castanho-escuro-quase-preto, liso escorrido, fino e quantidade de cabelos que varia de médio pra pouco, uso ele comprido desde a 5a. Série, mais ou menos. Só que como sou uma sagitariana que não se contenta com as coisas, estou pensando em cortá-lo. Uma mudançazinha simples, nada drástica: de um longo repicado pra um chanel médio com franja. Isso significa, para os leigos no assunto, passar a tesoura em 20 cm mais ou menos do cabelo.
Não consigo decidir se corto ou não corto, no melhor estilo Hamlet de ser. Se eu cortar, vou ficar com cara de jornalista, fashionista, chique, digna e muito mais. Mas eu tenho a cara REDONDA, trakinas, vai que fica horroroso? Tenho medo de ser tipo o Sansão, todo meu poder (de sedução, ui!) está no cabelo. Aí vai tudo tesoura abaixo e danou-se: Perdi o corte sexy, demorarei um ano e cacetada para recuperá-lo, perco minha auto-estima, amigos, tudo.
Dramalhão mexicano à parte, gostaria de saber de vocês, caros leitores, preferencialmente as leitoras. O que vocês acham? Passo a tesoura, me revoluciono, mudo de vida ou desencano pro meu próprio bem?

Para ajudar na decisão....



Gisele Bündchen: Beleza e sensualidade em ondas loiras



Katie Holmes: Poder e luxo em pequenas medeixas castanhas

Ps: dicas de sites pra testar cabelos são bem vindas...

Por Kapri às [5:05 PM]

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[Segunda-feira, Abril 20, 2009]

Suddenly I see...This is what I am going to be

Meu Deus, 30 anos! Cheguei na idade que toda mulher tem pavor! Não consigo abandonar os 20...Quero eles de volta!
Mas não tenho do que reclamar, nunca pensei que aos 30 anos eu estaria tão feliz e realizada. Minha família é linda, minha filha está cada dia mais espertinha e não para de pedir um irmão. Eu e meu marido estamos terminando de construir a nossa casa, e essa é uma realização de um sonho de muitos anos.
Fora isso, todo mundo sabe que eu sou feliz trabalhando na editora. Meu sonho desde que entrei na faculdade é trabalhar com revistas femininas, e esse emprego veio a calhar. Sei que vai ser difícil crescer na empresa com tantos nomes fortes me gerenciando, mas sei também que dou o meu melhor – e os grandes editores reconhecem isso.
Minha mãe agora mora com a gente, passa o dia brincando com os netos. Ver ela tão velhinha e frágil me deixa triste, e de certo modo me dá medo de envelhecer. Mas esse é o destino de todos nós. Hoje, aos 30 anos, primeiros cabelos brancos e rugas aparecendo, declaro que quero envelhecer com classe, como minha mãe fez: saber ver a beleza em cada sinal que a idade deixa na gente.
Apesar do medo de mudar de dígito na idade, eu me sinto feliz, por que sei que vivi intensamente cada um dos trinta anos da minha breve estadia na Terra.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Você com 30 anos"

Por Kapri às [12:29 PM]

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[Quarta-feira, Abril 15, 2009]

E eu....Gostava tanto de vocês!
Muita gente quer voltar ao passado pra fazer coisas que não fez ou mudar algo que tenha feito. Eu voltaria pra fazer um misto desses dois. Analisando minha vida de universitária quase adulta, percebi como nós deixamos de passar tempo com as nossas famílias. Se eu pudesse voltar no tempo, aproveitaria pra ficar mais com meus irmãos e com meus pais enquanto a vida não me batia na porta insistindo pra que eu fosse viver.
O pior, no meu caso, é que eu nem posso fazer isso agora. Eu vim morar numa cidade que não é a que a minha família mora, e isso faz com que somente 2 dias da minha semana possam ser voltados aos meus entes queridos. Pior ainda, nunca recuperarei o tempo com meu pai: ele se foi a nove longos anos, e eu sinto falta dele todos os dias.
Eu queria voltar e passar tempo com a minha família por que tem coisas que depois de adulto, a gente não faz mais. Quero lamber a tigela do bolo que minha mãe fez, ver jornal e futebol na TV com meu pai, brincar de esconde esconde com meus irmãos, acabar tudo em briga e a gente se amar de novo em 5 minutos. Por que família é isso: é saudade, é carinho, é compreensão, é vontade de ter sempre mais do que passou – sem nunca conseguir.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "O que você faria se pudesse voltar ao passado?"

Por Kapri às [7:35 PM]

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[Domingo, Abril 05, 2009]

bê-a-bá

Parece que a educação no Brasil ruma para a anarquia. Cada dia que passa eu me convenço disso. Talvez por que no passado, a grande rigidez com que os estudos eram levados, com direito a palmatória e castigos no milho, os professores tem cada vez menos opções e formas de punir os alunos por mal de comportamento.
Os resultados nas salas de aula são visíveis. Professores humilhados, ameaçados, agredidos. E o pior, de mãos atadas. O que eles podem fazer se as crianças chegam à escola sem a educação básica, os princípios de respeito, que devem ser adquiridos em casa? A educação das crianças é responsabilidade da família e da escola. Se um dos lados falha, a base educacional da criança cai, e é por isso que casos como o da aluna de Porto Alegre que agrediu a professora acontecem, por que a criança não tem noção do certo e do errado.
Isso não deve ser desculpa para que os professores maltratem alunos e os alunos também não possam se defender. É necessário encontrar um ponto de equilíbrio em que ambos possam conviver em harmonia. É necessário que a aula de bê-a-bá evolua, e se transforme numa aula sobre respeito.

Pauta para o TDB - Capricho: Mais respeito aos professores?

Por Kapri às [3:25 PM]

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[Quinta-feira, Abril 02, 2009]

Serei mais criticada que Judas, mas enfim.

Mulher Maravilha



Hoje eu escolho a Priscila do BBB9 como minha heroína. Sei que é meio Pedro Bial essa idéia de escolher participante do Big Brother como herói, mas não consegui pensar em ninguém melhor para o cargo de heroína, e justifico. Todo herói tem uma história de vida trágica. Lembram do Superman, que caiu de uma nave de outro planeta? Então. A Priscila perdeu a mãe jovem. Superman decidiu salvar Metrópolis, Priscila quer criar os irmãos. Para atingir suas metas, ambos foram expostos demais na mídia.
Eu gosto da Priscila por que acho que ela não tem vergonha de ser e agir, e essa é uma característica muito rara nas pessoas hoje em dia. Não estou dizendo que ela é linda-perfeita-uó, só acho que ela tem caráter e personalidade. Além disso, aguentar o monte de gente chata que tem no Big Brother, sinceramente: só sendo herói. Tem a super mimada,o que se acha “O” jogador, “A” menininha ingênua. Sei que pra gente que vê nem é tão difícil assim, mas eu que sou uma pessoa sem paciência imagino que insuportável deve ser.
Para ser herói no século XXI a pessoa não precisa usar uniforme de lycra, capa e máscara. O herói dos nossos tempos tira a mascara e mostra quem é e a que veio, e não tem medo de que o povo não o idolatre.

Esses são meus motivos pra ter a Priscila do Big Brother como minha heroína. E você, qual o seu herói?

Por Kapri às [3:27 PM]

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[Terça-feira, Março 31, 2009]

Ás vezes, eu conto umas histórias que nem eu acredito direito.Muita gente deve me achar uma mentirosa com muita imaginação, mas a culpa não é minha. Acontecem umas coisas comigo, seja por falta de sorte ou ironia do destino, que até eu duvido.
Sexta por exemplo, eu estava feliz, contente e saltitante indo pra aula de francês que é a uns 5 quarteirões da minha casa. Cinco quarteirões não é nada, a gente anda isso em 10 minutos e olhe lá. Em um mísero tempo de 10 fucking minutos eu CONSEGUI que uma situação estarrecedora acontecesse. Tava lá eu andando e um cara me pede uma informação. Quando a jumenta aqui vira pra responder, dou de cara com o pinto do cara de fora da calça. Passado o ódio interno que eu fiquei daquele fiodaputa,eu fiquei pensando né. Meu, isso nunca aconteceu com ninguém que eu conheço. Eu sou muito cagada.
Aí ontem eu tava vindo de São Carlos pra Bauru, numa longa viagem que eu faço toda semana a mais de 2 anos. Só que ontem teve volta de induto (não sei se de páscoa ou de dia das mães) da cadeia de Bauru, e por isso vieram uns 15 presos comigo no ônibus. Tudo bem né, transporte público é essas coisas, não vamos reclamar. Aí os presos começaram a fumar maconha dentro do ônibus. E ficaram fumando por mais de duas horas. Eu estava sentada bem na frente deles, quase morrendo intoxicada com a fumaça, e a essa altura, louca por tabela. A polícia só encontrou a gente em Jaú, muito perto de Bauru, depois dos presos já terem fumado umas mil vezes, sempre soltando aquela merda daquela fumaça fedorenta bem na minha cara.
Depois que a polícia parou o ônibus, ficamos parados uma hora atéééé eles revistarem o ônibus inteiro, não acharem nada e os caras voltarem pro ônibus se sentindo os inteligentes.
Agora eu te pergunto: Uma pessoa que conta duas histórias desse tipo, em um espaço de 4 dias, é maluca, mentirosa ou muito cagada, não é? Eu sou muito cagada mesmo, mas pra evitar que as pessoas achem que eu sou mentirosa, não contei essas histórias pra quase ninguém (só pro meu bloguinho e pras coitadas que moram comigo).
Beijosmeligavoumebenzer!

Por Kapri às [2:40 PM]

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[Sexta-feira, Março 27, 2009]

Tanto tempo sem postar. Semana difícil essa. Ajudar pessoas que a gente ama é mais fácil do que se imagina, mas não menos cansativo. Uma das pessoas que eu mais amo no mundo passou por uma cirurgia complicada segunda. A semana foi dedicada toda à ajudá-la na recuperação. Tão bom ver que deu certo, que a pessoa está se sentindo melhor e que logo sua vida estará bem melhoro do que era antes.
Toda a tristeza de vê-la mal, vomitando, toda inchada será recompensada por sorrisos de alegria. E eu terei a dupla alegria de saber que quando essa pessoa, tão especial pra mim, precisou da minha amizade eu estava lá. Vai ser meu melhor presente.
****
Hoje aconteceram coisas ruins. Estou triste, chateada, não estou com a melhor das sortes. Mas meu sofrimento é pequeno perto de tantos outros. Eu fico espantada como tem gente ruim nesse mundão. Gente que faz maldade pelo prazer de ver um ser humano sofrendo. Muitas pessoas dizem que eu sou malvada, mas eu não sou assim não. Não faço ninguém sofrer. Não gosto de ver as pessoas tristes, mesmo as pessoas que eu não gosto.
****
Estou chateada essa semana, e cansada. Por isso não postei a pauta do Tudo de Blog. Não tive tempo nem inspiração pra fazer um texto em 10 minutos, como tenho feito.
Espero estar melhor em breve pra vir aqui e postar textos legais e ANIMADOS pra vocês.

Por Kapri às [3:03 PM]

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[Domingo, Março 22, 2009]



Entrevista com Blair Waldorf, Ícone adolescente de luxo, luxúria e maldade.
K: Oi Blair, nossa você está muito bonita hoje.
BW: Eu sou bonita! Mais bonita que a Serena ou qualquer outra.
K: Er....é isso mesmo que eu quis dizer! Por favor, não se vingue de mim. Bom, vamos pras perguntas. Blair, por que você acha que chamou tanta atenção em Gossip Girl?
BW: Por que eu sou linda, minha vida é perfeita e todos em Upper East Side me amam. Algumas pessoas tentam me derrubar do trono de Queen, mas isso nunca acontecerá! Me vingarei de todos.
K: Blair, se você pudesse ser alguém, quem gostaria de ser?
BW: Na verdade, todos que querem ser eu, por queA eu sou perfeita. Mas, se tivesse que escolher, seria Holly Golightly. Bonequinha de Luxo eu já sou!
K: O que você pretende fazer agora que foi expulsa de Yale?
BW: Ainda não sei. Eu e Dorota estamos pensando numa vingança à altura.
K: Falando na Dorota, qual o papel dela em sua vida?
BW: Toda garota merece uma Dorota. Ela é uma companheira para todos os momentos.
K: O que você acha dos boatos de que a Dorota é a Gossip Girl.
BW: Não seja ridícula, Dorota não seria capaz. Ela só faz o que eu mando.
K: Para finalizar, gostaria de saber quando você e o Chuck vão ficar juntos.
BW: Quando ele deixar de ser um Bass-tardo.
K: Ah, sim. Bom Blair, muito obrigada pela sua participação.
BW: Ah, tudo bem. Eu sei que todos querem saber quão perfeita é minha vida. Eu adoro fazer caridade.


Por Kapri às [4:47 PM]

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[Quarta-feira, Março 18, 2009]

Igual, mas diferente.

O ser humano adulto é um produto produzido em massa pelo sistema. Quando nascemos, temos uma consciência e uma memória limpas, que são especificamente moldadas para obter o precioso produto que mantém o planeta em desintegração. Aprendemos a comer, falar, andar e pensar. Temos o corte de cabelo da mocinha da novela, as roupas da moda, andamos todos iguais, ouvimos as mesmas músicas, desejamos o mesmo garoto, sonhamos os mesmos sonhos. Compramos, estudamos, compramos mais, assistimos televisão, comemos junk food.
Apesar de todas essas semelhanças dentro de nós bate um coração, e dentro de cada mente mora uma lembrança de bons momentos, de histórias de vida, de um amor. Somos todos iguais, mas dentro dessa igualdade existe uma alma rebelde que insiste em nos tornar iguais, porém diferentes

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho


Por Kapri às [5:02 PM]

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[Segunda-feira, Março 16, 2009]



Ontem eu finalmente criei coragem e assisti "Quem quer ser um mulionário?". Não sei por que, às vezes eu tenho um mal pressentimento sobre filmes, e esse mal pressentimento me impede de ter coragem de assistí-los. Foi assim com o Batman, cavaleiro das trevas. Apesar de ser uma grande fan do trabalho de Heath Ledger, não tive coragem de ver o filme ainda por que pressinto que eu vou me decepcionar.
Mas com Slumdog Millionaire (título original do filme), eu dei a cara a tapa. Não posso dizer que virou meu filme favorito, mas também não posso por defeitos nele. Até que eu gostei.
No filme, Jamal Malik é um ex-favelado que ganha o programa que é compatível ao show do milhão. Como ele é pobre e sem instrução (uma coisa nada clichê), ele é preso por suspeita de fraude e tem que explicar como ele sabia todas as respostas. E ele explica. E a gente conhece toda a vida do Jamal e todo seu amor por uma amiga de infância, Latika, e ver tudo que esse garoto sofreu na vida é muito bonito, embora seja muito chichezão. Achei a fotografia do filme bonita, me lembrou muito Cidade de Deus em alguns trechos.
O que mais me cativou no filme é saber que ele é baseado em fatos reais. Eu sempre me cativo em filmes baseados em fatos reais. Quando eu vejo o sofrimento que o ator demonstra na tela eu não consigo parar de pensar que pessoas sofrem daquela forma terível e cruel todos os dias. E o pior de tudo, enquanto elas sofrem eu estou na minha casa, de banho tomado, bem alimentada, sentada no meu computador contando pra vocês o que eu sinto enquanto elas sofrem. E isso dói demais.
Eu indico esse filme não por que ele é ganhador de 8 oscars. Nada a ver. Nem acho que ele é fodíssimo e também não vai virar clássico. Mas gostei do apelo que esse filme tem de nos fazer pensar no quanto uma pessoa pode sofrer na vida e ainda continuar sendo uma boa pessoa. E que mesmo depois de todo o azar do mundo (sério, nunca vi ninguém tão azarado quanto o tal do Jamal), a sorte espera os fortes no final feliz.


Por Kapri às [1:31 AM]

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[Domingo, Março 15, 2009]

Seguindo as dicas de como passar um final de semana divertido na internet dadas pela Thamy do www.jaquetaesaia.blogspot.com, fui ao www.chiqueirochique.com e fiz um teste pra saber que tipo de nerd eu sou. Olha o resultado:

Resultado: 26 pontos



Qual o seu estilo nerd?

Oferecimento: Chiqueiro Chique

Fiquei feliz. Me imaginei a versão feminina do Seth Cohen que é tpo o personagem mais fofo de toda a história dos seriados americanos e amay!Aí tô aqui indicando o blog da Thamy, que sempre tem dicas legais e posts interessantes para se ler, o Chiqueiro Chique, que é um bom site de cultura geral, arte e moda eeee finalmente o teste! façam e venham aqui me contar que tipo de nerd vcs são ok?
Bjss



Por Kapri às [1:19 PM]

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[Sábado, Março 14, 2009]

Fazer amigas é um processo muito bom na vida da gente né? Esses dias comecei a me aproximar mais de pessoas que eu já conhecia, já gostava, mas nunca tive muito vínculo. E vou te contar, tá sendo MARA. Não que eu esteja cansada das minhas velhas amigas (nada a ver, vou suportar elas por muito tempo ainda...hahah) mas conhecer pessoas novas sempre é um processo instigante.
Quando você conversa com a pessoa e descobre que além de ser simpática ela ainda tem um monte de idéias parecidas com a sua, dá uma alegria, não sei dizer bem por que, mas faz a gente se sentir bem demais.
Além disso, também estou com moradoras novas em casa. Adoro começo de ano com moradoras novas por que tudo é felicidade: todo mundo se adora, é super divertido, a casa tá sempre limpinha por que todo mundo tá empolgado em mantê-la limpa...aí o semestre vai piorando, os nervos vão aparecendo e quando a gente vê a casa tá um lixo, a gente se odeia e nem ri mais. Tá bom, nem sempre é assim, às vezes a casa tá um lixo, os nervos aparecem mais o bom humor permanece. Espero que continue assim.
Tô morrendo de vontade de escrever hoje, mas acho que não vai rolar por que não tenho assunto...
Então...
Tchau!

Por Kapri às [3:39 PM]

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[Terça-feira, Março 10, 2009]

" Vai me assumir ou não vai?"
Tive um relacionamento, alguns anos atrás, que é o típico relacionamento dos sonhos de um garoto. Eu fiquei com o mesmo menino durante um ano. Via ele sempre durante esse tempo, ele conhecia meus pais, ia em casa. Vivíamos um namoro, só faltava assumir. Ou melhor, eu vivia um namoro. Para ele, a gente só ficava, era uma coisa totalmente sem compromisso, apesar de ele viver dizendo que me amava. No final desse ano, já de saco cheio das cobranças dos familiares e dos meus amigos, resolvi prensar o cara na parede: “E aí, vai me assumir ou não vai?”. O resultado foi um não categórico, o fora mais fenomenal que eu já levei na minha vida. Acontece que apesar do ano vivido, de todos os momentos bons e de todo o amor que ele dizia (ódio) sentir por mim, eu era apenas mais uma entre outras tantas. Depois disso eu descobri que ele tinha o mesmo tipo de relacionamento com mais algumas meninas, e inclusive dizia as mesmas coisas pra elas (ódio).
Depois de todo esse trauma que eu passei na minha adolescência, eu decidi que nunca mais ninguém ia me tratar como step, por que eu mereço muito mais do que isso. Quer ficar comigo? Me ama?? ótimo. Fica só comigo, não me esconde, grita pra todo mundo que me ama, coloca namorando no orkut, anuncia num outdoor. É muito fácil dizer um “Eu te amo” da boca pra fora e achar que isso é suficiente. Assumir de verdade que ama e deixar de lado os prazeres da vida de solteiro que não é.
Pauta para o Tudo de Blog - Capricho

Por Kapri às [1:39 PM]

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[Domingo, Março 08, 2009]

O que eu penso de VOCÊ

Uma coisa que eu morro de vontade de postar mas jamais faria para não correr risco de vida ou de processo, é a minha verdadeira opinião sobre as pessoas.
Se eu pudesse ser anônima em um blog por um dia, ia falar o que eu penso sobre todo mundo, e com certeza muita gente ia ficar bem chocada.
Sabe aquela frase “ Se as pessoas que me odeiam soubessem o que eu penso delas, me odiariam mais ainda”? Pois então. Meu mal é que eu tenho uma opinião não muito positiva sobre quase todo mundo e não posso sair destilando meu veneno por aí, por que não quero perder amigos nem ser excluída. Apesar disso, acho que certas pessoas poderiam melhorar se soubessem que o personagem delas nem sempre funciona. Uma crítica negativa pode ajudar as pessoas a enchergar o que elas são -e deixarem pra trás a ilusão de acharem que são o que elas querem ser.


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Não tô bem hoje...Super arrependida por que errei pela segunda vez uma coisa muito besta, mas que dá muitos problemas na vida. E triste por que não vejo minha família há muito tempo, mesmo sabendo que as coisas não vão bem por lá...
Quero colo, tô saudades!
Beijos e desculpem a demora pra postar!

Por Kapri às [3:19 PM]

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[Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009]

Girl Power!

Se eu fosse homem por um dia, eu ia ficar louca e me trancaria no quarto até o dito dia acabar. Nada contra os rapazes, eu até ficaria tentada a aproveitar alguns dos benefícios de ser homem como fazer xixi em pé e andar na rua sem camisa, mas meu orgulho de ser mulher me impediria de tirar proveito da situação.
Não ligo de ter que abaixar pra fazer xixi ou ficar de blusa quando está calor. Nem de ter tpm, estria, celulite. Acho que ser mulher é um dom único, pois nós fomos as escolhidas pra dar continuidade à nossa espécie. Os homens devem nos invejar em alguns aspectos também. E no caso deles, é pior ainda: se fazem qualquer coisa que uma mulher faz, são logo taxados de gays. Homem não acompanha moda, não lê revista de fofoca, não passa o dia no cabeleireiro, não lê capricho. Por que eu desejaria ser homem se tudo que eu gosto de fazer é coisa de mulherzinha? Além do mais, fora as diferenças morais e físicas, eu sei que posso fazer tudo que um homem faz tão bem quanto ele faria, senão melhor. Por que eu sou mulher, batalhadora, e quando quero alguma coisa, ninguém que coça o saco pode tirar o que eu quero de mim!


Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Se eu fosse homem por um dia, eu..."



Por Kapri às [1:40 AM]

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[Sábado, Fevereiro 21, 2009]

Oi Pessoas, como vão?
Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui, tava com saudade!
Esses últimos dias fui duas vezes pra Bauru resolver probleminhas e tô sem internet lá, aí no cyber eu não tenho paciência pra escrever.

Ai gente, que tristeza, já já as férias acabam. Eu sempre reclamo que não faço nada nas férias e blá, mas eu adoro não fazer nada. Vai ser difícil voltar pra vida universitária. Ainda mais por que agora eu estou no terceiro ano: Eu não sou nem mais bixete nem veterana direta, o que significa que grande parte da curtição se foi. Agora é focar no futuro profissional e principalmente pensar num tema pra minha monografia. Eu sempre digo que vou fazer isso, mas nunca consigo. Não consigo escolher um minúsculo tema dentro do infinito jornalístico e estudar sobre ele. Tenho medo de cansar dele também. Isso sempre acontece.
Tirando economia que eu não entendo lhufas (mas sempre quis saber pra ser igual à Becky Bloom) e política (que eu acho muito chato), acho que eu levaria qualquer parte do jornalismo na boa na hora de trabalhar. Acho que eu conseguiria estudar um pouco sobre o assunto e ir me aprofundando com o tempo.
Acho essa história de tema de monografia muito injusta. É como escolher que curso fazer na Universidade. Como é que eu vou saber hoje o que eu quero fazer pelo resto da minha vida? Eu achava que queria Jornalismo, me arrependi umas 20 vezes em 2 anos de faculdade, voltei atrás e acho que quero de novo. Eu me imagino fazendo um TCC com um certo tema e depois sofrendo horrores por que fiz um tema sobre X, mas decidi seguir a profissão em Y, e X é o oposto de Y.
Enfim, isso é um saco. Certeza que eu vou demorar o máximo de tempo possível pra escolher meu tema, escolher um tema mais ou menos e depois ter que me esfolar viva pra esse tema dar certo. É quase isso que acontece sempre mesmo.
Ai ai, uma catarsezinha de vez em quando não faz mal à ninguém, certo?

E o carnaval minha gente??
Eu ia pra praia, mas tô pobre e não pude ir. Malditas contas. Eu adoro viajar, adoro curtir festas, mas ultimamente não tenho feito isso. Hoje nem o desfile das escolas de samba eu vi. Até por que o de São Paulo é meio sem graça. Prefiro os do Rio. Sempre quis ir lá, torcer pra Mangueira (sem piadinhas e trocadilhos, ok?), deve ser a maior emoção.
Aí estou eu aqui né, no auge da minha inutilidade, abro a web page do uol e vejo uma foto enoorme do Saulo da Banda Eva tocando em Salvador. O mundo é injusto. Eu amo Banda Eva, ia morrer dançando banda eva no carnaval de Salvador. Comentei com a Gabi e nós planejamos ir pra lá quando formos magnatas da comunicação/jornalistas famosas cobrindo o evento. Caso nenhuma das opções anteriores ocorra, vamos começar a pagar hoje nosso abadá do carnaval de 2020. Acho que assim nosso ralo dinheirinho de estudante consegue pagar a viagem.

Vou dormir, tô meio que tentando dormir faz umas 4 horas e 44 minutos.

Beijos a todas!

Por Kapri às [4:45 AM]

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[Sábado, Fevereiro 14, 2009]

O amor pode estar do seu lado!

Eu nunca fui apaixonada por nenhum primo meu. Primeiro por que eles são mais velhos, segundo por que eles moram a uns 500 km de distância e eu os vejo uma vez em cada cinco anos. Mas eu acho uma coisa medieval essa idéia de que amor entre primos não dá certo. Claro que dá, quem nunca ouviu aquelas histórias de amor infinito entre primos?
Tem família que não aprova, mas eu sinceramente acho que amor e paixão são sempre a mesma coisa, independente da situação. Tem família que não aprova, eu nunca entendi direito o porquê, algo contra a moral. Se fosse filha minha que se apaixonasse por um primo, eu ia achar até bom, por que eu ia conhecer o cara desde que ele nasceu, e ia saber se deveria ficar preocupada ou não com o namoro dos dois.
Namoro entre primos é exatamente igual namoro entre duas pessoas que nunca se viram antes. Se terminar vai ter choro, briga, mas família nenhuma que se ame de verdade vai se separar por causa de um namorico.


Por Kapri às [3:42 PM]

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[Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009]

Trote ou tortura?

Percebam minha cara de boba alegre quando entrei na faculdade...E a gente nem tinha bebido nada hein!
O trote universitário é o dia mais esperado e temido por qualquer calouro de qualquer universidade. Você é pintado, jogam farinha no seu cabelo, toma banho de lama, pede esmola no semáforo. Tudo deveria ser uma grande brincadeira, para promover a integração entre veteranos e calouros, e comemorar a vitória de quem tanto se esforçou pra entrar em uma universidade.
Mas já faz um tempo que alguns veteranos encaram o trote como uma ferramenta de humilhação para o coitado do calouros. Quem não se lembra do futuro estudante de medicina que morreu afogado na piscina da USP?
Eu quando entrei na faculdade participei de um trote e posso dizer que foi um dos dias mais felizes da minha vida, por que meus veteranos tinham o bom senso de saber o que era legal e o que não era. Esses veteranos que usam de violência e parecem torturar seus calouros precisam de tratamento psicológico, por que não se faz isso com ninguém. Não sou a favor da proibição dos trotes como muitas universidades fazem, por que isso só muda o local do trote, não diminui a intensidade dele. A recepção dos calouros é uma obrigação da universidade e dos alunos que já estudam nela e deve ser uma forma de dizer boas-vindas ao estudante que ingressa na vida universitária, e não uma ferramenta de tortura destes.

Por Kapri às [2:48 PM]

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[Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009]

Sapo no café, no almoço e no jantar!



Todo ser humano que conviva em sociedade e pretenda continuar convivendo nela terá que engolir um sapo pelo menos uma vez na vida. Ser contrariado pose não ter o gosto mais delicioso, mas faz parte da convivência. Eu já tive que engolir muitos, também já enfiei alguns goela abaixo de algumas pessoas e já nem me preocupo com isso. Sei que dá raiva na hora, mas a reflexão que vem depois pode ajudar – e muito – no amadurecimento de todos nós. Isso não significa que todo mundo deve omitir suas opiniões o tempo todo só para ter crescimento pessoal. Opiniões estão aí para serem ouvidas e avaliadas. Da mesma forma, é bom ouvir o que o outro tem a dizer, para não parecer que você é arrogante, o que pra mim é pior que engolir uma saparia inteira. Diálogo e respeito vão te ensinar quando é a sua vez de engolir o verdinho nojento, e para isso é essencial que você não tenha medo de errar. Pode ser difícil dar a primeira mordida, mas um sapinho engolido pode te tornar uma pessoa muito mais legal e sociável.


Por Kapri às [1:24 AM]

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[Sexta-feira, Janeiro 30, 2009]

A história de como eu furei um olho e ganhei um namorado



Eu conheci meu namorado numa viagem para Porto Seguro, no final do 3º Ano. No ano seguinte, ele foi fazer cursinho na mesma escola que eu. Lembro que eu até achava ele bonito, mas ele não me chamava muito a atenção. Minha melhor amiga na época, a Chu, achava ele gatíssimo. Aos poucos percebi que ela estava apaixonada por ele. O problema é que a Chu namorava outro cara, e tinha medo e terminar e o Leandro (meu namorado) não querer ficar com ela. Então, resolvemos nos aproximar dele e dos amigos dele pra ver se rolava. Quando a Chu terminou o namoro, o Leandro foi conversar com ela para dizer o inesperado: Ele gostava de mim! Nessa altura do campeonato, ele já me interessava bem mais, por que eu o conhecia melhor. Pensei muito antes de fazer qualquer coisa. Foi um dilema: Amizade X Atração. Furei o olho da Chu lindamente e fiquei com o Lê. Na época não virou nada, mas hoje namoramos a um ano e quatro meses. Sei que minha atitude não foi legal, mas fiz o que eu julgava ser certo. Furar o olho não é sinal de amizade, mas de vez em quando dá certo!
PS: A Chu foi super legal e entendeu que o Leandro não era pra ela, e sempre deu muito apoio pro nosso relacionamento!

Por Kapri às [2:45 PM]

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[Quarta-feira, Janeiro 28, 2009]

Olhar no espelho nunca foi tão difícil. Quem eu estou tentando enganar? Acho que a mim mesma.
Meu nome é Karen, tenho 21 anos. Para alguns sou velha, para outros sou nova. Para mim, essa é a idade em que as coisas acontecem, ou pelo menos deveriam acontecer. Apesar de ser jovem, acho que já vivi muita coisa intensa nessa vida. Perdi meu pai com 12 anos para o câncer, e junto posso dizer que permi meia-mãe, por que ela quase morreu junto de tristeza. Dos doze aos dezenove lutei por um sonho que hoje não sei mais se é meu sonho mesmo. Estou na metade do caminho e penso se deveria voltar para o começo.
Desde pequena, me ensinaram a ser responsável. Hoje em dia eu sou controladora. Não consigo ser espontânea, não consigo deixar de lado meus problemas. As vezes penso que não fui criança. Passei grande parte da minha vida presa num apartamento assistindo televisão. Hoje sou caseira, mas troquei a televisão pelas maravilhas da internet. Fico em casa, mas nunca estou presente.
Tenho algumas paixões na vida, e são elas que me mantêm vivas. Um amor, grandes amigos, uma família problemática, porém amorosa.
Tenho meus hobbies, mas também tenho a impressão de que eu sou péssima em todos eles. Gosto de escrever, mas parece que o texto só me agrada quando eu o escrevo em catarse, sem pensar no que está por vir. Quando tento fazer uma coisa bem elaborada, fica horrível. Adoro fotografar, comprei uma máquina fotografica de 2 mil reais pra praticar e não sai nada que preste dela. Tem gente que faz melhor com uma digital comum.
Acho que não sei enxergar a alma das pessoas através das minhas lentes. O engraçado é que quando eu tiro auto retratos, eu posso ver além da pose e do carão e consigo enchergar o sentimento através de minhas pupilas.
É difícil estar assim, perdida no mundo. Mas às vezes eu encontro coisas que me fazem felizes, me agarro a elas, me sinto encontrada. Mas elas se esvaem, por que também têm que se encontrar, e eu continuo me procurando. Procuro olhando no espelho, como se pudesse ver pelos meus olhos e ler o que está escrito na minha alma. Não tenho sucesso. Paro e sinto o coração apertado. Sei que ele tenta me dizer algo, mas não quero ouvir, temo ser a idade adulta chegando, e eu estou cansada de crescer. Quero olhar no espelho e encontrar o caminho da felicidade infantil, das coisas fáceis e simples, mas no fundo sei que o que me espera é uma felicidade de gente grande.

Por Kapri às [3:26 AM]

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[Sábado, Janeiro 24, 2009]

Fun Fake, not a fake fun



Alguns fakes me lembram uma brincadeira que eu fazia com meus amigos quando era pequena: cada um fingia ser alguém famoso. Vejo muitos fakes de ídolos teens que tem a única finalidade de se relacionarem uns com os outros, trocarem informações sobre seus ídolos, essas coisas. Acho que esse tipo de fake é uma versão digital da minha brincadeira de infância, e não fazem mal a ninguém.
Mas sempre tem um espírito de porco que aproveita da modinha e a utiliza para fazer mal aos outros. Esse fakes se aproveitam da máscara que os protegem e entram em perfis e comunidades para falar mal das pessoas, disseminarem pornografia, e fazerem coisas ilegais.
Não posso dizer que sou contra os fakes, eu mesma já tive um da Julie Cooper do The O.C. pra fuçar nos perfis alheios. Acho que as pessoas mal-intencionadas sempre vão existir, e não é por isso que devemos privar o resto do mundo de fazer coisas que podem ser divertidas, como fingir ser um astro pop, só para evitar que situações como essas aconteçam. Até por que elas vão acontecer, não importa o que nós façamos para impedir.

Pauta para o Tudo de Blog - Capricho: "Eu, eu mesmo e meu fake"


Por Kapri às [8:31 PM]

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[Segunda-feira, Janeiro 19, 2009]

Me ame, me odeie

Eu sou daquele tipo específico de pessoa que você ama ou odeia. Quando eu estava no colegial, eu era super popular. Me sentia uma estrela da Disney em Hollywood. Todo mundo me tratava bem, queria ser meu amigo. Daí eu fui pra faculdade e não sei por que, todo mundo me odeia lá. Se não me odeia, me despreza, e eu sinceramente não sei o que é pior. Eu aprendi muito na vida com todas essas oscilações de sentimentos das pessoas quanto a mim. Claro que ser popular é bom. Faz um bem danado pro ego, a gente se sente feliz quando sabe que faz diferença na vida de alguém. Quando é na vida de vários alguém’s então, imagine. Mas passa, sabe. A amizade aqui é meio forjada, como que por interesse. Quando você está na pior, quem está do seu lado de dando apoio será seu amigo pra sempre. Não é legal ser odiada, já cheguei em casa chorando muitas vezes por isso, mas hoje me considero uma pessoa sortuda, por que sei que tenho amigos de verdade, que me amam e não me abandonarão se o cara mais gato da escola me largar por outra popularzete qualquer.


Pauta pro Tudo de Blog: "Ser ou não popular: eis a questão".

E sim, quando eu era popular na escola, minhas amigas já me abandoram por que o cara gato que ficava comigo resolveu que não queria mais nada comigo e foi se atracar com outra pelos cantos...Na época foi difícil, perdi o ficante e as amigas, hoje dou graças a Deus que tudo isso tenha acontecido: sou uma pessoa melhor.



Por Kapri às [5:24 PM]

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Olá meus queridos leitores! A São Paulo Fashion Week começou e eu não podia perder a oportunidade de comentá-la no meu humilde blog. Vou tentar comentar todos os desfiles diariamente. Aliás, eu só comento os desfiles que apresentam looks femininos, do ponto de vista "eu usaria (ou não) isso". Todas as fotos foram tiradas por Alexandre Schneider, e publicadas no portal UOL.

Desfiles de hoje (18/01):

Fause Haten: Lindo, adorei os vestidos e as silhuetas bem marcadas! O Cetim vermelho é muito feminino, e as peças trazem a elegância que o inverno pede! Além disso, muita ousadia, e dá pra perceber que a coleção não é estritamente comercial. Queria todas, amei.
Destaque: O tomara que caia branco que é uma mistura de vestido de bailarina e de princesa!



Osklen: Também gostei muito da coleção. Cores superbásicas, mas a modelagem dá o estilo. Os blusões e vestidinhos são de morrer.É uma coleção pros urbaninhos, bem prática. Tecidos super diferentes, como couro vegetal, dão um ar todo diferente pras peças.
Destaque: A blusa LINDA toda bordada com botões!



CORI: Achei uma coleção muito chique! Quando ei for uma Jornalista internacionalmente bem sucedida, vou me vestir com essa coleção. Não tem nenhum modelo impressionante, mas funcionou bem. Alfaiataria é muito chique, e cai muito bem no inverno.
Destaque: Vestidinho curto de mangas longas acinturado e rodado!



Priscila Darolt: Prevalece tons pastéis e vestidinhos estruturados. Gostei!
Destaque:Vestidinho cinza de tecido estranho, mas lindo e seus respectivos sapatos. Morri pelo sapato.



Colcci: Branco, Cinza e preto, calça de cintura alta (de novo), rolog. upas muuuuito marcadas na cintura, vestidinhos fashion e Gisele Bündchen. O que mais um fashionista pode querer?
Destaque: Gisele Bündchen de cabelo liso ahazou com os 3 looks que vestiu, mas esse é meu favorito ;) Eu gostei de muitos outros looks, mas Gisele é Gisele e ponto final.



Por Kapri às [3:21 AM]

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[Sexta-feira, Janeiro 16, 2009]

Semana de moda é um troço super legal! Tanto glamour, pessoas ricas escolhendo quantos mil vão gastar em plena crise, uma coisa de louco. Eu sempre acompanho as semanas de moda pq sou repórter de moda (agora editora! uhuuu) num programa da rádio lá da facul, e por que eu adoro tb!
Adoro ver as roupas lindas que eu vou sonhar ter e nunca conseguirei e principalmente amooo ver os absurdos da moda que ninguém vai usar.
Olhando os desfiles que já se passaram do fashion Rio, eu percebi que pra eles, a tendência é colocar alguma coisa gigantesca no cabelo que vai ficar bem feia. As headbands (se é que se pode chamar assim) escalafobéticas (não sei se essa palavra existe, mas uso ela o tempo todo) estão super in, mas eu não usaria nem por um milhão de moedinhas de um centavo.
Mas, se vocês forem fasionistas do tipo que adora correr riscos e pagar um mico, vvou ajudar vocês a prepararem looks como os usados no Fashion Rio, por que eu sou uma pessoa com criatividade que está entediada com as férias.


foto: Schneider/UOL

O vestidinho da Ausländer pode ser um must, assim como o sapato, mas Deosmeu que troço é esse na cabeça dela? Se você gostou desse laço enorme, eu tenho uma forma de voc6e fazer um parecido.
Compre uns dois metros de fita de veludo larga, e uma tiara pra servir de base. Duas réguas de 30 cm e arame.
Aí você costura a fita (uma na outra sabe? costura as extremidades da fita) e coloca o arame e molda o laço. depois, eh soh prender as réguas lá dentro pra ficar retão igual ao da foto!
Prontooo! vai ficar lééénda!

Tem muitos mais chifres lá que eu sei fazer, mas agora eu to meio com pressa, quando voltar coloco mais aqui pra vcs verem!
Beijos menines!

Por Kapri às [2:56 PM]

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[Terça-feira, Janeiro 13, 2009]

Meu passado me manda pra prisão!!!



Tá eu admito. Mas eu não tenho culpa! Ele era fofo, lindo, protagonista da Malhação, ireesistível. Eu já gostei do Dado Dolabella. Meu passado me julga e me condena a prisão perpétua! Eu tinha uma pasta enorme, com milhares de fotos, pôsteres, e até um autógrafo que eu ganhei quando ele veio desfilar na minha cidade. Olhava a pasta ao som de twister e sonhava com o dia em que ele se apaixonaria por mim, me pediria em casamento e nós viveríamos felizes para sempre. Hoje em dia eu odeio ele, acho que ele já foi mais humilde, mais calmo e menos arrogante, e sinceramente, não faz falta nenhuma na minha vida. Mas o fantasma do meu fanatismo pelo Dado Dolabella sempre me assombrará, por que hoje eu tenho vergonha de ter dedicado meu tempo e meu dinheiro a uma pessoa que não vale nem uma paçoquinha.

Por Kapri às [5:59 PM]

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[Bonitinha, mas Ordinária]


Nome: Karen Barbarini
Idade: 21 anos
Apesar da pouca sorte, ela sonha em mudar o mundo, começando pela própria vida. O problema é que não sabe como começar. Enquanto não descobre, continua batalhando sonhos perdidos com o apoio do melhor namorado e da melhor mãe do mundo.

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